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Bebê chegando! História de leitora

E hoje tem história no blog!!!!
A Letícia eu conheci no curso de noivos em 2007 e foi amizade à primeira vista. Saímos de Rio Grande por nossos maridos serem militares, mas as redes sociais fizeram com que nos encontrássemos. 
E a história dela é diferente das outras que postei, pois o baby dela ainda está na barriga quentinho e crescendo muito e tudo ainda é expectativa. 
E vamos a história dela...
"Casei aos 21 anos e aos 22 estava saindo da minha cidade natal, Rio Grande no RS rumo ao Rio de Janeiro, marido militar, não tinha como ser diferente. Chegando na cidade, logo que pude, fiz um plano de saúde para mim, pois achava o da marinha sempre muito distante, consultórios, hospital, enfim, queria algo mais próximo. 
Minha primeira escolha foi a ginecologista. Optei por pesquisar uma que já fosse obstetra, já que sonhava em ser mãe. Pesquisei no livro do plano de saúde e no google sobre a médica, só achei boas informações sobre ela, resolvi marcar a primeira consulta. Para meu agrado no dia marcado, o consultório estava cheio de grávidas, e isso me passou uma certa confiança. Afinal, se tem paciente é porque é muito boa. 2 anos após resolvi em uma das consultas de rotina falar sobre o desejo de ser mãe. Conversamos muito e ela disse que seria conveniente uns 6 a 3 meses antes de eu iniciar as tentativas a tomar o ácido fólico. Nunca tinha ouvido falar, comecei as pesquisas na internet sobre e fui cada vez mais tornando o sonho pra perto da nossa realidade. Ser mãe! Formar uma família!
Novembro de 2011 recebemos uma notícia que veio mudar um pouquinho nossos planos, meu marido foi convocado para realizar uma viagem para o Haiti, em missão de paz, iria em abril de 2012 e ficaria lá por 8 meses. 
O desejo de parar de tomar o anticoncepcional foi travado. Só que em fevereiro, eu senti uma certa "preguiça" de buscá-lo na farmácia e assim aconteceu. Parei com o anticoncepcional! Mas, ciente da distância passamos a nos prevenir de outras formas. Só que em abril uns 10 dias antes dele viajar levamos nosso primeiro susto. A menstruação atrasou por 4 dias. Claro! Era o ciclo tomando sua forma sem o remédio. Enfim, no domingo de Páscoa descobri que era alarme falso. Ele foi viajar e eu fui em busca dos exames rotineiros anuais.
Fiz exames de sangue e uma transvaginal. Tudo em perfeito estado, a médica disse que eu se quisesse já poderia começar a tomar o ácido fólico. Foi o que fiz. Em julho meu marido passou 20 dias aqui no Brasil, liberamos as prevenções, e mais uma vez em agosto um atraso tremendo, foram quase 25 dias de atraso. E, eu, me contendo pra não fazer um exame, pois tinha medo do resultado. Enfim, incentivada por uma amiga entrei na farmácia e comprei o teste. Negativo! Na mesma noite minha menstruação desceu. Soube nesse momento que meu psicológico estava falando mais alto. Como ele só voltaria em dezembro definitivamente, não fiquei pensando mais na situação, isso fez com que eu desse uma relaxada. Mas mantive o controle nesses meses da minha menstruação, e ela começou a se regular, vinha sempre entre 29 e 30 dias. Em outubro tivemos mais uma semana juntos, eu fui para o exterior encontrá-lo, mas decidi que não ficaria pensando em gravidez. Apesar de ter ido na minha semana fértil, (planejamos a viagem de acordo, mesmo não querendo mais pensar no assunto!) não rolou engravidar.
Dezembro chegou, e ele junto. Fomos para o Sul de férias e mesmo sem querer, passava os dias e lá estava eu olhando minha agenda, contando os dias no calendário, querendo atacá-lo sempre quando achava que era momento. Parecia tudo em vão. Começamos a nos preocupar, comigo, sabia que estava "tudo bem", mas e com ele? Conversamos e decidimos que iria procurar um médico e fazer exames. Só que já era início de ano, e eu optei por voltar na minha médica e conversar com ela. Em março ela me passou novamente uma transvaginal. Ah, mas estaria tudo bem comigo! Sempre esteve. No dia 08 de abril fui à clínica fazer a trans e resultado: um cisto no ovário direito. Aquilo mexeu comigo. Chorei horrores pois não sabia de fato o que significava. Marquei o retorno na médica e ela pacientemente me explicou que certamente meu óvulo não estava sendo liberado por conta do cisto, mas que eu deveria tomar um remedinho (santo UTROGESTAN!) e que em 3 meses eu voltaria ao consultório. Nesse dia, cheguei em casa e falei para meu marido: "Vamos ter que adiar os planos, preciso esperar o ciclo de maio para iniciar o tratamento". E assim foi, em maio, no dia 11 menstruei, contei 10 dias e tomei o remédio por mais 10 dias (do dia 21 de maio a 31). Nossa vida sexual continuou igual, mas sem aquela neura de saber se eu estava na minha semana fértil. Afinal, a médica me disse que só em setembro o meu cisto deveria ter desmanchado "ou não". Li na bula do remédio que ele mudaria o ciclo menstrual e desapeguei. Só que não! rsrs. Dia 08 de junho deveria ter vindo a menstruação e passei o final de semana com aquele pensamento na cabeça. Na segunda-feira saindo do trabalho ao meio dia, entrei numa farmácia e comprei um teste. Resultado: POSITIVO! Só que eu não conseguia acreditar, corri no consultório médico na mesma hora e pedi um beta, fui no laboratório e voltei pra casa imaginando como contar para o papai, pensando em mil surpresas. Mas quem me surpreendeu foi ele. Naquele dia ele foi liberado do serviço mais cedo e viu na lixeirinha do banheiro a caixa do teste. Quando abri a porta ele me perguntou onde eu estava com a caixa na mão. Só mostrei o braço com o furinho da agulha e nos abraçamos. Foi o dia mais feliz das nossas vidas até hoje! Se bem que, meio impossível dizer assim, pois cada dia da gestação tem sido mais e mais feliz! Retornei na médica e na nova transvaginal ficou constatado que o cisto havia sumido. Meu bebê foi feito no dia 25 de maio, 3 dias depois de ter iniciado o tratamento. Eu sei a data pois foi uma noite pra lá de especial e pela primeira vez desde que cogitamos engravidar, fizemos sem pensar em ter um fruto. Recebemos essa benção, que agora está aqui, na minha barriga mexendo sem parar desde que iniciei a escrever esse depoimento. Semana passada fiz a morfológica e graças a Deus está tudo bem, pesando aproximadamente 450 gramas, medindo 25 cm, com 21/22 semanas.
Após a descoberta, muitas coisas aconteceram, tive enjoo do meu marido por 4 semanas. Não conseguia ficar muito próxima, para ganhar ou dar um abraço precisava trancar a respiração. Ia dormir sempre antes dele para não sentir o cheiro dele. Foi péssimo, mas passou. Ele soube levar numa boa e me ajudar. Enjoava quase sempre à noite e não pela manhã como falavam a maioria dos sites de gestação. Engordei por enquanto nesses quase 6 meses, 6 quilos. Tive placenta baixa no segundo mês, fiz 10 dias de repouso absoluto com a ajuda do poderoso utrogestan e quando refiz a ultra estava tudo no lugar. Fui liberada a praticar dança de salão, que eu já fazia há um ano e tenho notado que ele adora. Sempre quando estou dançando ele está se mexendo. Sem falar na energia positiva que sinto ser gerada nessa troca com as demais pessoas. 
Ah! No dia 11 de setembro, 3 meses após descobrir que estava grávida, ele mostrou as partes íntimas para a gente. O Lucas está a caminho e tem nos feito cada vez mais felizes! Que venha fevereiro de 2014!

E que venha o Lucas!!!!! Cheio de saúde e amor pra dar e receber desses pais!!!
Obrigada por contar um pouquinho da tua história para nós!!!

Beijos. 

Começando do começo...

como descobri a gravidez

Não tem como começar um blog sobre vida de mamãe se não começar com o início dela.
Pois mãe a gente vira no momento que descobre. Tudo muda, as pessoas te olham diferente, tu começas a comer diferente e ter cuidados absurdos. 
Sabe aquela historinha que sempre te contam?! "Eu senti que estava grávida." Pra mim isso foi história, não aconteceu comigo!!! Então não se sinta frustrada se não aconteceu com você também. Na verdade, eu tinha certeza de que não estava. Não passava pela minha cabeça que estivesse grávida, até a minha menstruação atrasar. E mesmo com ela atrasada eu jurava que não estava.
Pois o meu início de pensar em engravidar foi assim... 
Eu sempre quis, mas queria na hora certa, aí antes de eu ficar encucada querendo engravidar fiz todos os meus exames. Só pra ver que se no dia que eu quisesse estaria tudo OK! Fiz, deu tudo certinho e vida que segue. 
Em 2011 era a minha formatura da faculdade e eu queria entrar no vestido dos sonhos, então corri pra academia, e notei que a pílula anticoncepcional fazia com que eu inchasse e não emagrecesse, então... TCHAU PÍLULA! Tudo certinho, emagreci, formatura... E começamos a pensar no baby. Como eu via todo mundo tentando engravidar e demorando, pensei logo em deixar o barco correr e não me estressar, já que achava que engravidaria só no outro ano. Mas que nada, logo na primeira ou segunda tentativa, puff, engravidei. Super rápido e sem drama, coisa que sempre pedi, pois sou a pessoa mais angustiada da face da terra.
Só que como eu disse, nem imaginava que tivesse engravidado, pois eu menstruei logo que engravidei. E não foi aquela história que contam "só um pouquinho, borrinha de café...", não, foi menstruação normal. Menstruei, não tô grávida e farra que segue... Comemoramos nosso aniversário de casamento em Natal (pois na época estava morando em Olinda, marido militar, sabe como é?! Cada dia num canto), fui pra formatura das amigas, aniversário de amiga e fiz a farra. E na semana depois do aniversário de uma amiga minha menstruação atrasa. Mas eu tinha todos os sintomas de que ia menstruar, seios inchados, pequenas cólicas. Mas na quinta-feira acordo enjoada e minha diarista me solta "tá grávida, não, Sabrina?" (sotaque bem carregado de pernambucana). E eu "Claro que não! Tô perto de menstruar e ontem coloquei remédio pra otite da Charlotte e era muito forte, acho que é isso" (Charlotte é a minha cachorrinha). Só que pintou aquela dúvida, na mesma hora eu lembrei que a menstruação tava atrasada. 
Falei com o marido, mas eu mesma disse pra esperarmos qualquer teste até domingo e ele concordou, mas naquele medo. Na sexta, dia 16 de setembro, resolvemos comer uma coisinha em casa à noite e o Daniel (vulgo, meu marido) ia sair pra comprar e resolveu perguntar "não quer que eu compre o teste?". Comprou e ele era todo bonitinho, até brinquei se era pra guardar no álbum do bebê. kkkkk E isso tudo eu jurando que não estava e que só tínhamos jogado dinheiro fora comprando o teste. 
Pois peguei o teste, li a bula, e fiz naquela hora mesmo. Dizia no teste que tinha de esperar 5 minutos para que desse o resultado, o meu deu em 5 segundos. Fiquei com aquela cara de que não estava acreditando e de que estava muito feliz. É a mistura de sentimentos mais doida que uma pessoa pode ter. Depois de um tempo raciocinando, começo a gritar como uma louca "Dani, Dani, Dani!" Ele entra no banheiro olha o teste e eu grito "DOIS TRACINHOS, DOIS TRACINHOS!!!" E ele me olha com cara de interrogação "o que são dois tracinhos?" Séeeerio, mesmo com toda essa gritaria minha ainda tive que explicar que "VAMOS TER UM BEBÊ!!!!!!!!" Choradeira no banheiro, minutos tentando raciocinar quanto tempo, como assim, ai meu Deus. E ligar para a família. Pois eu não tenho condições psicológicas de esperar qualquer coisa pra contar pra minha mãe. 
Mas o papai disse que só podia ter total certeza com o exame positivo de sangue, mesmo com a família falando deu positivo é positivo, e lá fomos nós no outro dia, um sábado, fazer o exame. Isso pela manhã e o resultado só sairia na longínqua 5 horas da tarde. Tínhamos um aniversário com a galera da faculdade e na mesma hora a galera já começa a estranhar, eu não bebendo e zero de vontade de comer doces. Hummmm Bateu 5h, beijo, tchau galera, pois queríamos ver o resultado em casa e não pelo celular. E lá estava ele "POSITIVO". Choro, gritaria, e assim me tornei mamãe!
teste de gravidez
Super positivo



Toda essa história também é contada em vídeo e com mais detalhes no meu canal no Youtube.





Beijos, 
Sabrina
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