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Dia da mulher!


Hoje dia da mulher e ontem me vi pensando nisso, de como é a vida das mulheres atualmente.
Eu não trabalho fora, trabalho em casa, mas fazer afazeres de casa é o mínimo que eu faço, pois eu quase não tenho tempo (na verdade eu acho que não consigo me programar como deveria, pois odeio fazer). 
Mas ontem depois de um dia cansativo fiquei pensando de como minha vida mudou e de como eu pensava que seria mas não é.
Lá sei eu quanto tempo não consigo tocar no computador para fazer um post, quanto tempo demora para eu conseguir sentar e trabalhar como eu gostaria, pois tudo da casa vem antes do que eu tenho que fazer.
A escola da Malu resolveu que mesmo para crianças que já estavam na escola no ano anterior, teria adaptação de 2 semanas, depois da reclamação das mães ficou 1 semana e 1 dia. Mas era algo de muito tempo para mães que trabalham. 
E o que aconteceu? Eu fiquei escrava da escola durante toda essa semana, pois tiveram dias que ela ficaria 1 hora e meia, depois 2 horas e não tinha muito o que se fazer, quando passou para um tiquinho mais eu consegui ir na academia fazer uma parte do meu treino e correr para buscá-la. Enquanto isso, meu marido não mudava nada da sua rotina, pois ele tem horário e lugar para ir e dar entrada e saída e eu não.
Algumas pessoas podem dizer que isso é um privilégio e eu concordo, mas eu ainda penso no que tive que parar para estar a disposição nesses dias. E vou dizer, eu trabalho em casa, mas até as mães que trabalham fora eram elas que estavam lá e não os pais.
Sim, quase não vi pais esperando os filhos durante aquelas mínimas horas, um dia ou outro vi alguns buscarem no meio do dia, mas nenhum estava naqueles dias de quase nada de horas esperando para ver se o filho não ia chorar e ter que sair no meio do caminho.
E ontem, eu cheia de coisas para fazer por aqui, como esse texto, tive que ser somente mãe novamente, pois a Malu ainda estava com adaptação e depois eu teria que esperar 1 hora e meia para a aula de ballet dela. Só que nesse meio tempo eu tinha que mandar ajustar um vestido meu (ufa, algo pra mim) e depois ir até o centro da cidade comprar o que faltava para a aula de ballet dela, como a sapatilha, isso me durou todo o tempo até buscá-la. 
Depois volto para a escola e a busco, busco o marido para poder acompanhar a primeira aula de ballet na escola nova, troco o uniforme pela roupa de ballet, esperamos até a hora da aula, corre no supermercado que tem ali pertinho, busca do ballet, volta pra casa, dá banho e ufa, o marido foi dar a janta, pois eu ainda tinha que trabalhar um pouquinho. 
Sério, depois de tudo isso eu estava acabada, trucidada, e pensando em como a minha vida mudou de como era e como eu achava que seria.
Antes era trabalhando muito, acordando cedo e chegando em casa tarde, e eu achava que depois de ter filhos eu continuaria trabalhando fora, não chegaria tarde, mas conseguiria dividir várias atividades da família. E agora o que eu vejo é bem diferente, renunciei muito pela minha família e principalmente pela minha filha, sou feliz com o que faço, mas algumas vezes cansa.
O que mais cansa mesmo é que depois de fazer tudo isso tu ainda tens que aguentar gente te julgando por cada uma das tuas renúncias, a principal de ter me formado em Direito numa faculdade federal e agora não exercer, mas tenho certeza que se tivesse sido diferente e ter optado por trabalhar fora e a Malu ter tido que ficar em tempo integral na escola ou uma parte com babá e depois na escola, eu também seria julgada.
Hoje, nesse fim de dia da mulher eu só posso dizer que a nossa vida de mulher é difícil, que vida de mãe então é mais complicado ainda, pois além de renunciarmos coisas que gostávamos, ainda temos que aguentar julgamentos de pessoas que mesmo sendo da tua família não moram na tua casa. E o pior, mesmo todas as mulheres sentindo algum tipo dessas dificuldades, são elas que julgam as outras mulheres, são elas que deixam a vida da outra um pouco mais difícil.
Então mulheres, nesse nosso dia eu peço, mais empatia pela pessoa do mesmo sexo que está ao teu lado! Pois se tu achas que a tua vida é difícil, tu não estás na pele da outra para saber como é a vida dela. Tu não estavas na pele dela quando ela renunciou do seu trabalho para cuidar dos filhos, pois quando colocou no papel sairia mais caro colocar os filhos na escola em tempo integral do que parar de trabalhar e ficar com eles pelo menos um período. Ou então tu não estavas na pele da outra que voltou a trabalhar depois de poucos meses do seu filho ter acabado de nascer e ele ainda mamava no peito integralmente. 
Tu não vives a vida dela!
Feliz dia da mulher!

Curso ABC do Bebê - 05/12/2015


O 1º curso ABC  do Bebê para Casais Grávidos aconteceu no último dia 05 de dezembro em Porto Alegre, no espaço de festas Santo Mimo.
Eu e a pediatra Fabrizia Faulhaber conversamos com os futuros papais sobre a realidade da vida após os filhos e não apenas os famosos aprendizados em cursos de gestante de apenas trocas de fraldas e banho.
Falamos sobre os cuidados com higiene, diferentes sentimentos de mãe e pai, conversas durante a gestação, período da maternidade, casamento após os filhos e tantos outros.

Contamos com importantes parceiros para que esse curso pudesse se tornar real:
Santo Mimo um espaço de festas super fofo que fica em Porto Alegre.
Jeitinho Gourmet, que fez um delicioso coffee break para os participantes todo em espírito natalino.
Allana Jung Fotografia registrando os momentos especiais do nosso 1º curso ABC do Bebê.
Mamãe Cria a Brinca Toy’s da querida Raquel que além de sortear um lindo sling mostrou todos os brinquedos bacanas e diferentes para os futuros papais.
Fraldas Capricho que mandou kit com sacolinhas e fraldas de 2 tamanhos para os participantes poderem experimentar.
Lansinoh que nos enviou um kit super bacana para as futuras mamães com sacolinha para armazenarem leite materno e mais alguns itens para ajudar na amamentação.
Leite do Bebê com um mimo para cada casal.
Cris Bobsin que deu uma aulinha de maquiagem rápida para as futuras mamães. A Cris é diretora de vendas independente da Mary Kay.
Mundo Lullaby que também nos mandou kits com cheirinho de bebê para os casais e descontos.
Meu Primeiro Brinco da Mari que nos divulgou com todo carinho e nos passou algumas explicações de quando e com quem furar a orelhinha das pequenas.








Esses presentinhos eram de queijo coalho, uma delícia.








Brinquedos Mamãe Cria e Brinca Toy's


Colar para mães com mordedor

Demonstração feita pela Raquel do Mamãe Cria e Brinca Toy's de como fazer a amarração do sling.



Foto Mamãe em Construção

Foto Mamãe em Construção

O Curso contou com dois momentos bem diferentes que foram as mamães na aula de maquiagem para falarmos da importância do se sentir bem depois que o bebê nascer e outro foi o papo de pai para pai feito pelo Daniel, o meu marido, com os futuros papais.


Aula de maquiagem com a Cris.




Papo de pai para pai que os papais foram super participativos perguntando e contando o que já aconteceu.



Nós com a Allana Jung fotógrafa e seu pequeno.

Eu e a Fabrizia

Agradecemos a confiança dos primeiros casais que participaram desse novo estilo de curso para gestantes em Porto Alegre, ficamos muito felizes com a receptividade e participação de cada um deles. A entrega e a emoção que passaram para nós foi maravilhosa e muito gratificante.

E em 2016, esperem, pois teremos mais. Aproveitem e já marquem as amigas grávidas para que todas saibam.

Pós parto, o que ninguém falou


Nos dão milhares de dicas de como fazer tudo durante a gestação e depois dela, mas nunca ninguém nos conta o que realmente passou depois que os filhos nasceram. Não depois de muitos meses, mas logo após o parto.
O pós parto parece ser algo que ninguém gosta de contar, mas é a partir dele que muitas vezes as mães sofrem mais do que o necessário por acharem que não são boas mães e não fazem tudo como deveriam fazer. Mas acredite, todas nós passamos por isso.
Comigo logo que a Maria Luísa nasceu eu não conseguia sentir todo amor que falam que uma mãe deve sentir, e assim começava a minha culpa. Depois a Maria Luísa chorava com cólicas e eu achava que a culpada era eu, e lá ia eu me culpar novamente.
Mas o que ninguém nos conta que muitos desses sentimentos são os hormônios que estão completamente doidos que fazem com que sintamos tudo isso. Choramos sozinhas no banheiro, cansadas, estressadas, “gordas”, com dores para amamentar, com filhos com cólicas, com filhos que não dormem, ou apenas por chorar e nem sabermos o motivo.
Claro que cada uma tem um motivo diferente, eu chorei muito por achar que não fiz o necessário para ter o meu parto normal, achava que tinha sido fraca. E nesse momento não tem ninguém para te ajudar, tem as amigas ativistas que dizem que fostes iludida por mentiras, que fostes atrás de cesaristas. Outras dizem que tens que agradecer que o teu filho está bem e ponto. Mas ninguém quer te escutar, ninguém quer realmente escutar o que tens pra falar, todos querem enxugar as tuas lágrimas o mais rápido possível, pois “ai que teu leite seque” e assim guardamos as nossas lágrimas para o nosso quarto, para o nosso banheiro, para nós mesmas.
Mas isso é comum, mais comum que possas imaginar. Em um papo entre mães vi esse mesmo sentimento do pós parto.

Mi Gobatto

Sempre escutamos, quando você engravidar e blabla, quando seu filho começar a andar blabla, mas muitas vezes não nos contam que no pós parto ficamos mais sensíveis, mais choronas, mais carentes, que as vezes (e muitas vezes, temos um misto de emoção, momentos de felicidades e tristezas se misturam, dúvidas então estão quase em todos os momentos. Que é um momento aonde estamos aprendendo muitas coisas novas, e que tudo aquilo que lemos em livros, internet, ouvimos das amigas/parentes/mães na prática é tudo muito diferente. Aqui comigo nos primeiros meses, mesmo tendo apoio e carinho do marido, atenção do pai, ajuda da sogra, mimos das amigas, as vezes me pegava "triste", sentindo que algo me faltava, em datas comemorativas ficava mais sensível,mas ao mesmo tempo cheia de alegria por ter meu filho comigo.
  
Sobre o blog: Para conhecer um pouco mais sobre a Mi Gobbato, mãe do Guilherme, conheça o blog Espaço das Mamães, lá ela divide suas descobertas, passeios, dicas, receitas. 
Fanpage: https://www.facebook.com/EspacoMamaes 
Instagram: @espacodasmamaes

Alê Nunes
Da Fertilidade à maternidade


O que ninguém me falou é que eu poderia ter depressão pós-parto. Foi um momento que esperei tanto, achando que seria lindo, mas infelizmente não foi bem assim. Como não sabia muito a repeito, achei que toda aquela tristeza era passageira, que ia passar, que eu ia conseguir melhorar sozinha, foi a pior coisa que eu poderia ter feito, não pedir ajudar! A depressão foi piorando muito, tinha medo de sair de casa, só chorava, não tinha fome, comia por obrigação. Graças a Deus não rejeitei minha filha, mas foram 4 meses que não curti, não aproveitei esse momento com ela. Até o dia em que uma amiga, vendo meu estado ligou para a minha médica e finalmente encontrei ajuda. Pelo tempo que esperei, a depressão teve que ser tratada com medicação pelo psiquiatra e terapia, foram 3 anos e meio de tratamento, mas que me fez reviver e voltar a vida. Meu conselho para as mães, se você se sentir mal por mais de 15 dias procure seu médico! Não faça como eu fiz!


Sobre o blog: a Alê é mãe da Giovana, de 8 anos, e blogueira do Da Fertilidade à Maternidade, um blog sobre todos os assuntos da mulher até se tornar mãe."
Instagram: @dfamaternidade



Ramonnielly Morais

Sinceramente, ninguém nos conta sobre a parte sentimentalística do pós-parto. Falam sobre cuidados, recuperação, amamentação, mas e a parte em que nossos hormônios ficam a flor da pele? Ninguém me contou!
Eu senti na pele, todos aqueles hormônios da gestação ainda mais intensos, me corroendo, acabando comigo e fazendo eu desconhecer meu eu. Chorei, chorei muito, chorava até nem sei o porque, me acabei de ciúmes, não aguentava ver chegarem perto do meu bebê. Senti muito medo, medo até de mim mesma, por não conseguir controlar meus próprios sentimentos. Chorava, chorava muito, passava noites em claro apenas vigiando o sono do bebê, e o pior era não ter ninguém para me entender, para apoiar. Pois, hoje tudo em dia é frescura.
Mas não é frescura não!! São hormônios, sentimentos, vida nova, mudanças, você era filha, agora você é mãe e todas essas mudanças só vem à tona quando está em casa, finalmente com o bebê. só aí a ficha cai.
Não se reprima, não se ache a pessoa mais diferente, não se sinta pior, por passar milhares de ideias, pensamentos, situações em sua mente, é tudo consequência do pós-parto, e a boa noticia é que tudo isso passa muito em breve, e ser mãe será como algo que você já tenha sido a vida toda!

Sobre o blog: Editado por Ramonnielly Morais, mãe da Júllia, o blog Mamãe Conectada conta com dicas para as mamães, que vão desde coisas cotidianas da maternidade, criação, decoração, festas infantis, modas e gestação. Um blog que reune tudo em um só lugar, feito para as mães conectadas.
Instagram: @mamaesconectadas

Daniela Monreal

Eu passei três vezes pelo pós parto e foram totalmente diferentes um do outro. Mas o que eu posso dizer que foi mais marcante é a oscilação de humor, hormônio e afins. Estamos felizes pela chegada do bebê e em vivenciar enfim a maternidade. Mas os hormônios, esses malditos hormônios, não seguem o que nós queremos que eles sigam. O bebê chora e você não sabe mais o que fazer para acalmá-lo. Seu peito dói e amamentar não é tão lindo assim. Os parentes vão e vem e palpites jorram na sua cabeça e depois de tudo isso vem a noite (no meu caso era a pior hora), o cansaço bate e você sabe que não vai ter aquela merecida noite de descanso. Eu tive DPP no meu segundo pós parto e foi horrível. Achei que era normal, que iria passar, mas precisei de ajuda e de remédios. Foi muito difícil lidar com isso, com uma recém nascida e com uma criança de dois anos que não entendia nada e ainda era muito dependente. Graças a Deus o tempo passa e os hormônios se normalizam. As coisas entram no eixo e o que fica é a lembrança e o aprendizado. Tenha paciência e força, muita força!!!


Sobre o blog: Daniela Monreal, mãe de três princesas compartilha sobre maternidade e muito mais no blog Surpresas da Vida.
Instagram: @surpresasdavida
                               

Dia das Mães

Hoje eu poderia vir aqui e falar milhares de textos lindos e dizer o que sinto em ser mãe, mas resolvi dizer como me sinto em ser filha e em ser neta.
Minha homenagem vai para as mulheres que me cuidaram, me criaram, me educaram e, principalmente, me amaram, minha mãe e minha avó.
Já contei aqui que sou filha de mãe solteira e por isso tenho um orgulho enorme da minha mãe, pois sempre buscou o melhor pra mim, mesmo que tudo pudesse estar contra.
A vovó Mary da Malu é a minha mamãe Mary, ela é o meu porto seguro, minha melhor amiga, uma avó sempre pronta a estar com a neta e a cuidá-la da melhor forma possível. A amizade que tenho com ela é a que eu quero que a Maria Luísa tenha comigo.
A minha mãe sempre foi minha amiga, mas sabia dar limites quando precisava (aiii acho que até exagerava.rsrsrs). Quando alguém vem me dizer que quer ser amiga dos filhos e por isso tenta evitar ser tão dura, chata mesmo em dizer não, vejo que não é esse o caminho, pois eu tive o exemplo em casa. Minha mãe sempre foi furiosa, reclamava mais que... tá não vou usar jargões populares, mas reclamava muito quando fazíamos coisas erradas, não fazíamos o que ela mandava, tirávamos nota baixa, não arrumávamos o quarto, bom a lista era enorme, mas ela sabia o momento de ser amiga, de ser companheira.



Gente, eu chegava da balada e sentava no chão do quarto dela e contava tudo que tinha acontecido. Ela sabia quem eram todas as minhas amigas e até os peguetes de cada uma, pois eu contava tudo. Acho que por isso ela sempre teve muita intimidade com os meus amigos, pois por mim ela conhecia eles direitinho. 
Minha mãe me falou coisas duras quando eu precisei e me acarinhou em momentos difíceis, sei que ela sofreu todas as vezes que eu sofri, todas as vezes que eu não entendia os motivos das coisas acontecerem comigo. Mas sei o quanto ela vibrou com cada vitória minha, cada aprendizado e com a pessoa que me tornei.
Ela é a minha maior incentivadora, tudo que acontece na minha vida pego o telefone e já saio contando. Ainda bem que os telefones são da mesma operadora!kkkkkk 
Pessoa forte, guerreira, que enfrentou várias batalhas duras na vida e sei que ainda passa, mas é uma pessoa com um coração enorme, generoso, que sempre olha o outro, que sempre quer ajudar, que não se cansa em fazer o bem.
Existe maior prova de pessoa maravilhosa que é, eu tenho dois irmãos por parte de mãe, mas eles são filhos de coração dela, a minha irmã é minha prima ,filha de uma das irmãs dela e o meu irmão é meu primo de 2º grau, filho de uma sobrinha. Minha mãe é professora e não tinha um super salário, mas sempre fez questão de nos dar o melhor, poderia ter negado a acolhida, mas em nenhum momento pensou nisso, muito pelo contrário. Quando essa minha tia faleceu, irmã da minha prima, tentou cuidar de um outro primo meu, mas como ele já era maiorzinho não se adaptou as regras da casa e decidiu ir para a casa de uma irmã. Além dos vários bichos que ela adota, já teve cachorra que a vizinha não cuidava, cachorro que nos adotou quando nos mudamos e ela ficou com pena e colocou pra dentro de casa, a mais recente é a Mila que ela encontrou cheia de pulga na rua bem pequena e pegou só para cuidar disso e depois colocar para adoção e não conseguiu.

Mãe, te amo muito e só tenho que admirá-la mais e mais. Eu, hoje, como mãe, começo a entender e te dar mais valor ainda a tudo que passaste. Desculpa por muitas vezes brigar por não entender os teus nãos, mas eu era muito nova pra saber que era apenas proteção.

Bom, e a minha avó, minha avó foi a que junto com a minha mãe abraçou a causa de ter uma neta e querer dar o melhor pra mim. Foi a que me ajudava a fazer o tema, mesmo sabendo muito pouco. Me fazia cafezinho (é, eu tomava café quando criança, acho que por isso que sou ligada em 220), trazia bolachinha, acreditava em todos os meus fiascos para não tomar sopa (sempre tive uma veia artística) e não deixava a minha mãe brigar comigo.  
Eu não consigo escrever muito sobre a minha avó e não chorar e não pensar em como teria sido bom ela ter participado de momentos tão importantes da minha vida. Sei que onde ela estiver ela torce por mim e apoia todas as minhas escolhas. Pra mim ela foi a melhor avó que eu poderia sonhar em ter, ela é o que acho ser avó, pois ela me enchia de mimos, me enchia de carinho, era aquela avó que tinha tudo pra estragar, mas sabia fazer tudo na medida certa. Só me deixava doida quando gritava na porta de casa "Sabrina, vem tomar a tua mamadeira!", eu tinha 9 anos e falava isso na frente dos meus amiguinhos, zero de condições. E eu sempre dizia "vó-ó!" e ela falava "aii esqueci!"
E também era ela que fazia a melhor mamadeira, né mãe?! Quase deixava a minha mãe louca, pedia para minha mãe fazer e quando ela trazia eu dizia "ai, tá muito quente" ou "ai tá muito frio" e no final a vó que tinha que terminar de fazer e minha mãe ficava furiosa. 
O nome da minha vó era Maria e minha Mary (inglês Maria) e por isso a Maria Luísa tem Maria no nome, não tinha como não homenageá-las. 



Amo essas mulheres que me fizeram ser o que sou hoje, sei que não sou uma pessoa maravilhosa, mas sei que sempre tento dar o melhor de mim em tudo e principalmente ser uma melhor mãe a cada dia. Com certeza o que sou como mãe é muito o que elas me passaram e foram comigo.

Amo muito vocês minha mamães! Feliz dia das Mães!

Estou grávida, o que devo fazer?

maternidade

Bom, depois que a gente descobre que vai ser mãe a cabeça parece que vai explodir. Lembro que na noite que deu o positivo no exame de farmácia fiquei sem conseguir dormir pensando "será que realmente está na hora certa?" "será que estou pronta pra ser mãe?" "ai que medo!!!". 
Nunca consegui conversar com uma mãe que não tenha me dito que não ficou com pelo menos uma dessas dúvidas. É super normal e tu não serás um monstro se pensares nelas. 
Mas minha dica sempre é: conversar. Nada melhor do que encontrar alguém pra falar sobre esses medos. Com o marido, com o pai do bebê - caso não sejam mais um casal, com a mãe, a irmã, a tia e, claro, com o obstetra. Mas converse, pois só assim os medos começam a ir embora e passas para o nível de começar a curtir a gravidez. 
O obstetra é a melhor pessoa pra te aconselhar, então logo que der positivo, corra pro obstetra mais próximo. Tá, não precisa ser assim, mas você precisa marcar logo, pois ele te mandará fazer exames e te passará todos os cuidados que terás a partir de agora. 
Todo mundo sabe que gravidez não é doença, mas precisamos estar o mais saudáveis possíveis para trazer um bebê forte e com saúde ao mundo.
Tem muita gravidinha que fica com aquilo "mas não quero médico homem e a minha ginecologista só tem data pro dia de são nunca e o meu plano não me dá outras opções". A primeira consulta não precisa ser com o médico que fará o teu parto e que te acompanhará o restante da gestação, mas precisas marcar o quanto antes, pois tens que ter certeza que a sementinha que está ali na tua barriga tá crescendo forte e saudável. E depois tu vais em outra consulta com a tua médica de confiança ou com outra que tiveres indicação ou como eu que fui na sorte na lista do meu plano de saúde. Sim, foi muita sorte. Mas acho que fui mais na doida, pois sabia que não seria ela que faria o meu parto, já que estava de partida do Nordeste. Depois fiquei na maior tristeza de não fazer o parto com ela.
Outra dica que é muito útil e que vi com amigas e conhecidas, em hipótese alguma vá fazer um ultrassom sem que o teu obstetra tenha mandado!!! Pois só ele sabe o tempo certo para a primeira ultra e se fores muito cedo pode ser que ainda não dê pra escutar o coraçãozinho e fiques frustrada mesmo estando tudo certo e, lembrando, pode ser que isso aconteça mesmo no tempo certo e o bebê continua bem.
Então escute sempre o obstetra e procure aquele que te dá mais confiança. Nada de ficar no obstetra que a amiga indicou só por ela ter dito que ele era bom. O que foi bom pra ela pode não ser tão bom pra ti.
Depois vou voltar a conversar sobre como encontrar o obstetra que é a sua cara e as perguntas da primeira consulta. 


Beijos.
 

Começando do começo...

como descobri a gravidez

Não tem como começar um blog sobre vida de mamãe se não começar com o início dela.
Pois mãe a gente vira no momento que descobre. Tudo muda, as pessoas te olham diferente, tu começas a comer diferente e ter cuidados absurdos. 
Sabe aquela historinha que sempre te contam?! "Eu senti que estava grávida." Pra mim isso foi história, não aconteceu comigo!!! Então não se sinta frustrada se não aconteceu com você também. Na verdade, eu tinha certeza de que não estava. Não passava pela minha cabeça que estivesse grávida, até a minha menstruação atrasar. E mesmo com ela atrasada eu jurava que não estava.
Pois o meu início de pensar em engravidar foi assim... 
Eu sempre quis, mas queria na hora certa, aí antes de eu ficar encucada querendo engravidar fiz todos os meus exames. Só pra ver que se no dia que eu quisesse estaria tudo OK! Fiz, deu tudo certinho e vida que segue. 
Em 2011 era a minha formatura da faculdade e eu queria entrar no vestido dos sonhos, então corri pra academia, e notei que a pílula anticoncepcional fazia com que eu inchasse e não emagrecesse, então... TCHAU PÍLULA! Tudo certinho, emagreci, formatura... E começamos a pensar no baby. Como eu via todo mundo tentando engravidar e demorando, pensei logo em deixar o barco correr e não me estressar, já que achava que engravidaria só no outro ano. Mas que nada, logo na primeira ou segunda tentativa, puff, engravidei. Super rápido e sem drama, coisa que sempre pedi, pois sou a pessoa mais angustiada da face da terra.
Só que como eu disse, nem imaginava que tivesse engravidado, pois eu menstruei logo que engravidei. E não foi aquela história que contam "só um pouquinho, borrinha de café...", não, foi menstruação normal. Menstruei, não tô grávida e farra que segue... Comemoramos nosso aniversário de casamento em Natal (pois na época estava morando em Olinda, marido militar, sabe como é?! Cada dia num canto), fui pra formatura das amigas, aniversário de amiga e fiz a farra. E na semana depois do aniversário de uma amiga minha menstruação atrasa. Mas eu tinha todos os sintomas de que ia menstruar, seios inchados, pequenas cólicas. Mas na quinta-feira acordo enjoada e minha diarista me solta "tá grávida, não, Sabrina?" (sotaque bem carregado de pernambucana). E eu "Claro que não! Tô perto de menstruar e ontem coloquei remédio pra otite da Charlotte e era muito forte, acho que é isso" (Charlotte é a minha cachorrinha). Só que pintou aquela dúvida, na mesma hora eu lembrei que a menstruação tava atrasada. 
Falei com o marido, mas eu mesma disse pra esperarmos qualquer teste até domingo e ele concordou, mas naquele medo. Na sexta, dia 16 de setembro, resolvemos comer uma coisinha em casa à noite e o Daniel (vulgo, meu marido) ia sair pra comprar e resolveu perguntar "não quer que eu compre o teste?". Comprou e ele era todo bonitinho, até brinquei se era pra guardar no álbum do bebê. kkkkk E isso tudo eu jurando que não estava e que só tínhamos jogado dinheiro fora comprando o teste. 
Pois peguei o teste, li a bula, e fiz naquela hora mesmo. Dizia no teste que tinha de esperar 5 minutos para que desse o resultado, o meu deu em 5 segundos. Fiquei com aquela cara de que não estava acreditando e de que estava muito feliz. É a mistura de sentimentos mais doida que uma pessoa pode ter. Depois de um tempo raciocinando, começo a gritar como uma louca "Dani, Dani, Dani!" Ele entra no banheiro olha o teste e eu grito "DOIS TRACINHOS, DOIS TRACINHOS!!!" E ele me olha com cara de interrogação "o que são dois tracinhos?" Séeeerio, mesmo com toda essa gritaria minha ainda tive que explicar que "VAMOS TER UM BEBÊ!!!!!!!!" Choradeira no banheiro, minutos tentando raciocinar quanto tempo, como assim, ai meu Deus. E ligar para a família. Pois eu não tenho condições psicológicas de esperar qualquer coisa pra contar pra minha mãe. 
Mas o papai disse que só podia ter total certeza com o exame positivo de sangue, mesmo com a família falando deu positivo é positivo, e lá fomos nós no outro dia, um sábado, fazer o exame. Isso pela manhã e o resultado só sairia na longínqua 5 horas da tarde. Tínhamos um aniversário com a galera da faculdade e na mesma hora a galera já começa a estranhar, eu não bebendo e zero de vontade de comer doces. Hummmm Bateu 5h, beijo, tchau galera, pois queríamos ver o resultado em casa e não pelo celular. E lá estava ele "POSITIVO". Choro, gritaria, e assim me tornei mamãe!
teste de gravidez
Super positivo



Toda essa história também é contada em vídeo e com mais detalhes no meu canal no Youtube.





Beijos, 
Sabrina
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