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Serve pra mim?

Quando tu te tornas mãe, isso inclui a gravidez, essa pergunta tem que estar sempre na tua cabeça "Serve pra mim?"


Sabe porquê? Porque vai ter um milhão de pessoas te dando palpite, vão ter grupos de facebook para dar um milhão de dicas e outras tantas para julgar outras mães, outras pessoas que vão dizer que o que ela fez é o que dá certo, terão vários livros dizendo como fazer e mais vários outros blogs dando como certo o que a pessoa fez e outros vários, como o meu, que apenas passam o que fizeram e deu certo aqui.

Entenda, esse blog conta o que deu certo pra mim, e o que deu certo pra mim, pode não ser o que dará certo pra ti. Mas o bacana dessa troca é que sempre é bom para escolheres o que queres pra ti e pro teu filho.

Aqui a Maria Luísa foi dormir no quartinho dela com 15 dias, sempre dormiu no berço, em uma época que ela estava super agitada nós tentamos a cama compartilhada por alguns dias, mas foi a pior experiência das nossas vidas. A Maria Luísa mamou no peito, mas tomou leite artificial antes dos 6 meses por recomendação da pediatra, mas depois continuou só com o peito, eu fiz ioga para conseguir o parto normal, mas depois fiz cesárea não por vontade, a Maria Luísa foi para a escolinha, não optei por babá, ela nunca tomou refrigerante, come a maioria dos alimentos integrais, iogurte quase natural, viu Galinha Pintadinha, nunca deixei chorando sozinha no quarto para dormir, usei guia para passeios, dou banho à noite, pois ela fica mais tranquila, temos rotina, ela quase sempre dorme na hora certa e em casa ela não escolhe a hora de dormir. Já dei danoninho, já fiz brigadeiro em casa e ela comeu de colher, nunca comeu fast food, não gostamos de comprar roupas de desenhos da moda, ela só tem o que ganha, usou chupeta, mas no começo eu não queria, usou mamadeira, largou as duas com 2 anos, não deixava ela usar a chupeta durante o dia, só quando dormia, fiz festa no 1º aniversário...



Tudo o que fizemos e fazemos é fruto do que vivemos, vimos, lemos, e nos disseram sem a gente ter perguntado. 

Uma vez estava num espaço família de um shopping amamentando a Maria Luísa, ela tinha uns 4 meses (eu acho) e tinha uma outra mãe cheia das técnicas amamentando também e mãe juntas é sinal de papo sobre filhos e ela disse que o filho dela dormia no berço e ela o colocava direto, sem que ele ainda estivesse dormindo e caso ele dormisse enquanto mamava, ela acordava ele para colocá-lo acordado e me disse que dava certo e tinha que ser feito assim, pois ela leu no livro e ponto. Aí, eu, mãe de primeira viagem conversei com o marido, achamos interessante e resolvemos tentar. No primeiro dia deu certo, a Malu deitou no bercinho antes de dormir, no segundo dia, ela apagou no meu peito e eu a acordei para colocá-la acordada no berço. Sabem o que aconteceu? Ela acordou, ficou dando risadas e mais risadas e não tinha jeito de dormir. O que eu fiz? Mandei aquilo tudo que aquela mulher falou para os ares e continuei colocando a Maria Luísa já dormindo na cama dela, resultado, lá sei eu se foi por isso, mas ela dorme na cama dela e hoje nos dá boa noite depois da historinha e nos manda sair do quarto para ela dormir. Sempre acontece isso? Não, algumas vezes é uma briga, mas nada que saia do normal.


Existem dicas que me foram muito úteis, como o banho à noite, antes dela dormir. No começo ela chorava no banho, mas nada que fizesse com que ela ficasse agitada. Mas existem amigos que já me falaram que seus filhos ficam super agitados depois do banho, então para eles isso não serve, o filho deles não ficará mais calmo e o sono demorará a chegar. 

Existem famílias que preferem a cama compartilhada do que a criança dormindo no seu próprio berço, mas aqui em casa não deu certo. Na verdade nunca tivemos a intenção de que a Maria Luísa dormisse no nosso quarto, mas quando ela tinha 1 ano e pouco ela começou a acordar durante à noite, não queria saber de dormir no quarto dela e por cansaço resolvemos tentar a cama compartilhada. Foi péssimo, ela também não dormia direito na nossa cama e acordava o tempo todo, resultado, dormíamos pior do que quando tínhamos que levantar várias vezes à noite. Resolvi que não ia aguentar isso por mais tempo e fiquei uma madrugada quase toda no quarto dela fazendo com que ela dormisse no berço novamente. Minha mãe estava na minha casa e quase me enlouqueceu dizendo que eu era muito má, na outra noite a Maria Luísa dormiu tranquila na cama dela e a minha mãe resolveu dar o braço a torcer.
Viram que se eu tivesse seguido a minha mãe, teria continuado por muito tempo a ser uma mãe cansada e estressada por querer escutar o que ela dizia?! Pois é isso o que acontece quando resolvemos fazer o que as pessoas falam sem olharmos o melhor para os nossos filhos e a nossa casa. 

Muitas mães falaram para mim que o melhor era a cama compartilhada, muitas usam alguns estudos que falam sobre isso, mas vou dizer, que se eu tivesse feito cama compartilhada aqui em casa, meu casamento poderia não ser o mesmo, eu poderia ter tido problemas em voltar a vida sexual, a minha filha poderia ter tido uma mãe muito mais cansada e estressada, pois aqui não deu certo. Foi uma opção nossa. Sempre quando conto o meu relato e algumas mães falam que fazem a cama compartilhada e que dá certo com elas, eu pergunto, "mas no casamento está tudo bem? Consegues ter momentos só teu com o teu marido?" Se a resposta for sim, então está tudo certo e vida que segue, se a resposta for não, tens que pensar o que está saindo errado, pode ser que seja o momento do teu filho ir para o quartinho dele ou apenas para uma caminha ao lado da de vocês ou até mesmo teu filho não precisa sair da cama de vocês, mas vocês devem encontrar momentos só de vocês, mas isso vocês devem ver o que fica melhor para a dinâmica familiar de vocês.


O certo é encontrares o teu ponto de equilíbrio. Alguém pode perguntar o motivo de eu não ter tentado mais a cama compartilhada, eu resolvi ver tudo que a Maria Luísa estava passando na época e encontrei o problema, ela tinha saído da escolinha, a minha diarista que ficava com ela durante uns 3 dias dava muita comida para ela durante todo o dia e ela não gastava toda energia que precisava até o horário de dormir. Diminuímos o consumo de lanchinhos durante o dia, eu fazia os lanches como os da época da escolinha e tentamos mais brincadeiras de correr para gastar as energias e menos de 1 mês depois ela foi para uma nova escolinha e o sono normalizou de vez. 
Sim, isso eu posso dizer pra ti que é o certo, o certo é sempre olhares o que acontece na tua casa e o que acontece com o teu filho para poderes tirar as tuas conclusões. Mas tenha sempre em mente um detalhe, essa tua resposta tem que manter a tua família unida, tem que manter o equilíbrio nas relações de vocês em casa e não apenas por comodidade. 

E toda vez que escutares alguém dando um palpite, pense "isso serve pra mim?". E ao mesmo tempo quando fores dar algum palpite lembre que a pessoa tem todo o direito de se fazer essa mesma pergunta e achar que o que falas não serve para ela. 

Não saber o que falar...| Palpites

Depois que temos um filho escutamos cada coisa mais chata que a outra. E sempre penso, uma coisa é a pessoa te perguntar e outra é ela chegar te impondo algo e outra é o que se fala pra essa pessoa.
Isso é o mais corriqueiro e insuportável.
E é aquilo, engravidou e todo mundo já tem um monte de mandinga, rituais e mais várias outras coisinhas pra te ensinar.  Quantas já escutaram "não esquece de preparar o bico do peito, esfrega bucha de não sei o quê com mais sei eu o quê lá"?! Eu escutei várias, mas enquanto seu bebê está quentinho e protegidinho dentro da barriga, até que está tudo bem. 
Sempre gostei de escutar todas as dicas e depois conversar com a minha médica, umas eram úteis e outras eram de doido, como passar a bucha no peito. Minha médica na mesma hora disse "deixa aí o teu peito na dele, caso eu ache que tem que fazer algo será mais próximo do parto" e assim foi, perto ela pediu pra eu usar a concha pra formar o bico, mas era algo bem simples e que incomoda um pouquinho, mas nada absurdo.
Mas o problema vem quando o bebê nasce, pois todo mundo, quando eu digo todo mundo é todo mundo mesmo, pessoas que nunca visse na vida e que acham bacana te dizer como criar teu filho. Porém existe um detalhe, eu não perguntei e fico naquela do que falar pra essa pessoa, pois tu não queres ser grossa, mas algumas é quase que necessário.
A primeira de todas é sempre quando a criança está chorando, "ela tá com fome, vai dar o peito pra ela". Oi?! Tá mandando em quem?! Depois vem aquela que se está no colo é que a criança não pode ficar muito tempo no colo, pois faz mal, se fica no carrinho, tadinha. 
Dessas da criança no carrinho eu tenho uma ótima: estava eu num chá de bebê com a Malu, ela deveria ter uns 3 meses. Ela sempre ficou super bem no carrinho e quando estava ali pegava no sono sozinha. Ela era muito tranquila nessa idade (depois que caminha sempre é mais complicado). Então eu antes de ir já tinha dado de mamar e ela estava tranquilinha e se quisesse dormir já estava de barriguinha cheia. 
Aí o avô do bebê que ia nascer resolveu me achar. Chegou e começou "tá no carrinho, ahhh acho que ela quer um colinho". Fiquei na minha, dei um sorrisinho e só disse que ela estava bem. Passou mais um tempo e me diz ele "ainda no carrinho...", respirei fundo e disse "ela gosta de ficar no carrinho" e ponto.
Malu quase dormindo e ele chega falando alto e dizendo "tira ela do carrinho, acho que ela está com calor. Não é queridinha?! Tadinha", assim ele despertou a Maria Luísa e despertou também toda minha raiva. Odeio quem chama a minha filha de tadinha, tadinha é a vovozinha. Não respondi mais. Ele chegou a tirá-la do carrinho. Caramba, qual o motivo das pessoas não te respeitarem como mãe? A filha é minha eu que sei o que é melhor pra ela. 
Quando a criança já está maior vem os questionamentos da alimentação ou melhor a imposição do que as pessoas acham. Como eu já falei por aqui, sou meio chatinha com a alimentação da Maria Luísa e aos poucos vou me libertando das amarras, mas isso sou eu e meu marido que temos que fazer, não outras pessoas. Mas os outros acham que devem dar de tudo para os teus filhos sem te perguntar e ainda questionar a tua forma de fazer a educação alimentar do teu filho.
Eu sei que sou super chata com amigas quando dão refrigerante para os seus filhos, tento sempre argumentar por alguns serem muito novinhos e aquilo ser muito açúcar. Mas tento ver a abertura que tenho com a pessoa e eu não saio impondo nada pra ninguém e nem dou nada pra filho de ninguém. 
Já tive que dar gritos pra impedir que alguém desse algo absurdo, como esfirra do habib's quando a Malu tinha 7 meses. Mas qual era o problema, não é, tinha tirado o farelinho, era só a massa. Respira fundo e aguenta. Oferecer pirulito e chocolate pra ela e me olhar com cara de que sou louca por ainda não ter dado pra minha filha, é fichinha. 
Uma vez numa pracinha a Malu estava brincando com uma menininha que tinha 1 dia de diferença dela, aí chega o irmão mais velho da menininha com um pacote de bolacha recheada e já dá pra menininha e já saí dando pra Malu e eu sempre falo educadamente "não obrigada, ela não come". A mãe das crianças me olhou como se eu fosse um E.T e depois disse, "ahhh é difícil tendo o mais velho". Sério, me segurei, mas só confirmei. Eu não conhecia a mulher, como eu ia julgá-la?! Mesmo ela tendo me julgado com o olhar antes.
Também já tive julgamento de dar coisas saudáveis, minha mãe e minha diarista teimavam em me questionar o motivo de eu dar arroz integral pra Maria Luísa. As duas conversavam entre elas "eu não dava isso pros meus". Até que minha mãe me acompanhou na minha nutricionista e me incomodou horrores até eu perguntar pra ela se podia dar o arroz integral pra Malu. Achei ótimo, ao sair da consulta pergunto na frente da minha mãe "posso trocar o arroz branco pelo arroz integral pra Maria Luísa?" e a nutri responde "não só pode como deve. Arroz branco é só amido!". Foi um beijo e tchau, sem incomodação. 
Mas mesmo assim ainda tinha umas teimosias, mas que eu vou contornando. 
Uma outra básica é "ninguém morreu por comer". Não é pelo motivo de ninguém ter morrido, teoricamente, que eu vou aceitar para o meu filho. E mais outras milhares, amamentação é outra bem comentada. 
E assim eu continuo sem saber o que falar para pessoas que teimam em questionar como eu educo a minha filha e ainda resolvem "agir". E com vocês?!
Imagem da internet                                                 
Beijos.
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