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Semana Paternidade Ativa: Daniel (o marido)

E hoje a última entrevista da Semana Paternidade Ativa do blog.
Bom, eu teria outros pais muito legais para chamar, mas eu não poderia deixar de fora o que me fez realmente a entender o que é ser pai, o que é amar incondicionalmente seu filho desde o primeiro minuto, a se desdobrar para acompanhar todos os momentos, fazer questão de estar presente e se sentir presente, de amar ir à praça e correr com o filho. 
Aquele, que também foi o que quis fazer parte da minha vida para sempre, Daniel, o marido.

Vou contar que tivemos um probleminha técnico, eu fiz as perguntas na minha agenda e ia mandar por email para ele, ele resolveu tirar foto da agenda para ser mais rápido e mandou as respostas por email, viemos para a casa da minha mãe e eu não tinha visto o email que ele me mandou. Ao abrir vi que ele não tinha colocado as perguntas no corpo do email, a agenda eu deixei em casa e o marido apagou a foto das perguntas. Então as perguntas foram lembradas, mas acho que as respostas estão perfeitas.


Vamos à entrevista.

Mamãe em Construção: Para que o pessoal possa te conhecer antes de mim e da Maria Luísa chegarmos na tua vida... Como foi e é a tua relação com o teu pai? 
Daniel: A minha relação com meu pai sempre foi ótima. Ele sempre demonstrou muito amor e carinho por nós. Sempre foi muito brincalhão e piadista, mas tanto eu como minha irmã sabíamos a hora em que ele falava sério, e nunca nos faltou respeito por conta disso.

Mamãe em Construção: O teu pai foi um pai participativo na criação de vocês?
Daniel: Meu pai sempre foi muito participativo. Ele ficou algum tempo desempregado, infelizmente, e minha mãe segurava a onda sozinha em casa, mas, em compensação, papai fazia todo o restante do "serviço". Era ele quem estudava comigo, por horas a fio, principalmente quando eu estava estudando pro concurso de admissão do CMRJ, há longínquos 23 anos... Ele espalhava milhares de cartazes pela casa, com regras gramaticais, mapas, resumos, enfim. 

Mamãe em Construção: Tu tinhas vontade de ser pai? Tu tens o teu pai como exemplo no teu estilo de ser pai?
Daniel: Sempre tive uma vontade imensa de ser pai, e o meu pai sempre foi o meu maior exemplo. Não só pela diversão que era nossa relação, mas também pelo carinho que ele sempre demonstrou. Mas hoje vejo que eu e Rafa, muitas vezes, entrávamos em conflito com mamãe por não entendermos que os dois eram muito diferentes na forma de abordar o que nós fazíamos ou deixávamos de fazer. Papai sempre teve um pavio maior para as nossas mal-criações, o que para a criança é muito melhor, não que isso esteja certo... E acho que até nisso ele foi exemplo, porque hoje eu evito ser leniente a ponto da Malu vir a pesar injustamente a balança pra qualquer um do lados, evitar aquela imagem de que só um é o "carrasco". Papai sempre foi um grande amigo, mas às vezes nós nos aproveitávamos disso pra nos darmos bem... 


Mamãe em Construção: Quando realmente te sentisse pai?
Daniel: Antes da Malu nascer, quando nós contamos pro pessoal da faculdade que estávamos "grávidos", o Vinícius conversou com a gente, depois do FDR Soccer, e disse que quando ele foi pai, no momento em que a filha dele nasceu, ele foi tomado por um amor incondicional, que na gravidez ele ainda não tinha experimentado. E foi exatamente isso que aconteceu comigo também! E acredito que com a maioria dos pais. A mãe é mãe desde sempre, ela ri, chora, sente, sofre, se alegra, desde o dia em que sabe que está grávida, por todas as transformações que ela passa. O pai, não. O pai fica naquela: "legal, o bebê mexeu", "olha o nariz, parece com o teu" (apesar de nem ter entendido onde estava o nariz naquele ultrassom...), porque ele não passa por nenhuma metamorfose durante a gestação, apesar do amadurecimento natural que a gente é obrigado a ter nesse período. Só que no momento em que a Malu nasceu e deu o primeiro choro, eu senti como se um "roto-rooter" gigante tivesse puxado meu estômago, e meus olhos estivessem se abrindo a primeira vez também! É a hora que cai a ficha, a hora do "puta-que-pariu, sou pai!!" É uma sensação avassaladora, um amor realmente incondicional que te toma de uma vez só, inexplicável.
ps: ele tinha que soltar um palavrão


Mamãe em Construção: Qual foi a maior dificuldade que sentisse na paternidade? 
Daniel: O mais difícil na paternidade não são as noites mal-dormidas, o choro, as fraldas, nada disso. Pra mim, é a carga de responsabilidade que recai sobre a gente. A partir dali não dá mais pra deixar nada pro outro dia, não dá pra tomar uma decisão arriscada, de supetão (apesar de ainda fazer de vez em quando...). O teu filho se torna a coisa mais importante pra você, e tudo passa a ser pensado em função disso. É óbvio que o trabalho braçal que um neném demanda, o sono interrompido e todo o resto não são fáceis. Mas nos primeiros meses o mais difícil pro homem (pelo menos pra mim) é conciliar tudo isso com o trabalho e, principalmente, dar atenção à mulher. Ela está numa situação de extrema fragilidade, mas o pai acaba dando atenção quase exclusiva pra criança, não por maldade com a mulher, mas naquela ideia: "olha o tamaninho disso, tão pequenininho... A mãe? Ela já tá grande, daqui a pouco ela se vira!"


Mamãe em Construção: Quando decidistes que serias um pai participativo?
Daniel: Eu nunca pensei "vou ser participativo!" Pra mim isso é algo que deveria ser natural, pelo menos foi assim que eu vi as coisas acontecendo na minha infância. Eu nunca tive dentro de casa aquela visão do pai que senta no sofá vendo TV e tomando uma cerveja e a mãe trabalhando que nem um camelo pelos filhos e pela casa. Então pra mim isso de que o homem tem que "ajudar" é meio fora de contexto. Homem não tem que "ajudar", ele tem que fazer o seu papel de pai, de quem fez o filho junto. Botar filho no mundo pra outros criarem é fácil, mas não é ser pai nem mãe. Logicamente, nem sempre atingimos o nível de excelência na execução das tarefas exigido pelas nossas digníssimas esposas, nem de atenção, mas aí o problema é genético...

Mamãe em Construção: Deixe um recado para os outros papais:
Daniel: Eu não tenho um recado pros papais, não. Acho que, antes de tudo, cada um deve fazer aquilo que acha correto, de acordo com suas circunstâncias. Eu tenho "n" defeitos, então não tenho moral pra dar recado pra ninguém. Deve ter camarada que vai ler isso tudo aqui e pensar "aham, valeu babaca!!", mas acredito que fazer de tudo por quem se ama nunca é demais.

Eu coloquei uma perguntinha só de sacanagem, mas como ele respondeu tão bonitinho que eu resolvi colocar para finalizar a entrevista. 
Mamãe em Construção: Deixe uma declaração de amor para a tua mulher.
DanielEssa é a mais fácil! Eu amo muito minha mulher, e apesar de não conseguir expressar tão bem isso e do meu gênio difícil, ela é a mulher que me fez crescer, amadurecer, aprender a pensar mais nos outros, a fazer o bem, a falar e a dividir alegrias e angústias. Ela foi quem ligou o primeiro "roto-rooter", e é também por ela que a cada dia eu tento me lapidar, como a uma pedra, para que possamos crescer juntos e continuarmos nos amarmos cada vez mais.  


Dani, depois de quase 2 anos de blog pela primeira vez consigo fazer tu participares, muito obrigada!!!
Desde o primeiro minuto do nascimento da Maria Luísa ele se tornou um super pai, trocou fralda desde o primeiro dia na maternidade, acordava na madrugada e dormia sentado colocando a Maria Luísa para dormir, levou banho de cocô, participou de todas as consultas tanto do pré-natal como das idas ao pediatra e é um super contador de histórias de ninar. 
Daniel, obrigada por ser esse pai e marido que participa de todos os nossos momentos. Parabéns pelo dia dos pais!!!!!!

Semana Paternidade Ativa: Marcos Piangers

E hoje a Semana da Paternidade Ativa continua com uma participação toda especial.
O Piangers faz humor e aí todo mundo pode achar que ele seria aquele homem que não ficaria brincando com as filhas para ficar curtindo com os amigos. Mas ele resolveu sair dessa lógica machista e se transformou num grande pai para as muito figuras Anita e Aurora.

Então vou apresentá-lo, para quem, pode, ainda, não conhecê-lo...

Marcos Piangers, pai da Anita e da Aurora, nascido em Santa Catarina, radialista, sendo um dos integrantes do fenômeno Pretinho Básico, tem uma coluna na Zero Hora que fala sobre a vida como pai de uma forma muito irreverente, e agora está lançando o livro "O Papai é Pop" pela editora Belas Letras.


Vamos à entrevista.

Mamãe em Construção: Gostaria de falar do início da tua vida. Como eu, também és filho de mãe solteira e como foi na tua casa, como a tua mãe tratou isso contigo? Ela escondia o que tinha acontecido ou falava abertamente?
Piangers: Minha mãe nunca me contou quem era meu pai. Isso sempre fez com que minha família criasse as teorias mais malucas. Pessoalmente, nunca morri de curiosidade: acho que a minha mãe merece todos os méritos por ter sido meu pai e minha mãe. Mais recentemente ela resolveu abrir o jogo, e é a história mais comum do mundo: um cara que a engravidou e não quis o filho. Uma história tão triste, e ao mesmo tempo tão comum.

Mamãe em Construção: Na escola e na vida como era ser um filho de mãe solteira? Lembras de algum episódio que te marcou?
PiangersLembro da minha mãe chegando atrasada em algumas apresentações do colégio. Coitada, trabalhava, sustentava a casa e ainda tinha que correr pra ver apresentações escolares, sempre sofríveis. Ela foi uma guerreira, como toda mãe solteira. 

Mamãe em Construção: Sempre pensaste que ao seres pai farias tudo diferente?
PiangersNão. Sempre quis ser pai mas também tinha aquela visão que a sociedade passa, do pai que paga as contas e fica vendo tv e bebendo cerveja. Ainda mais pra mim, que não tive exemplo em casa, essa figura paterna totalmente patética ainda foi meio forte no começo da paternidade. Aprendi a ser um bom pai lembrando da minha mãe e vendo minha mulher. 

Mamãe em Construção: Como foi ser pai? O que mudou na tua vida?
PiangersAprendi a apreciar os momentos mais triviais, a valorizar o esforço da minha mãe, a cultivar laços de amor com outras pessoas, a ouvir e me interessar por histórias infantis, a entender que é preciso ser doce e bondoso com as pessoas, que não há motivo para ser grosseiro ou impaciente. Mais do que ser um pai melhor, virei um ser humano melhor.

Mamãe em Construção: O que é pra ti ser um pai participativo, fazer teu papel de pai?
PiangersTudo. O pai presente é aquele que conseguiria fazer tudo: lavar a louça, limpar a casa, trocar fralda, colocar pra dormir, acordar de madrugada, contar história, dar banho, pagar as contas. Não há departamento da mãe e departamento do pai. Todos os departamentos são dos dois. Quanto mais participação melhor.



Mamãe em Construção: Desde o início trocaste fralda, deste banho, colocaste pra dormir? 
PiangersSim, essas coisas são básicas. Mas, com o tempo, aprendi a ficar mais tempo com elas. Menos trabalho e cerveja com só amigos pra poder ficar mais com elas. Porque passa rápido e eu nunca vi alguém dizer no leito de morte: “Devia ter ficado menos tempo com a minha família”.

Mamãe em Construção: Achas que precisaste de um apoio da tua mulher para fazer essas atividades? E tu achas importante o estímulo/ajuda da mãe?
Piangers: Dizem que as filhas são mais do pai, os meninos ficam mais com a mãe. Lá em casa minhas filhas adoram estar comigo e brincar comigo mas se minha mulher viaja sentem uma falta danada dela. O que a criança gosta é de segurança: querem a rotina que estão acostumadas. Mãe e pai presentes e atenciosos.

Mamãe em Construção: O que te fez começar a escrever a tua coluna no ZH sobre a paternidade e os teus dias com as tuas filhas?
PiangersComecei a desenhar cartoons com as coisas engraçadas que a Anita me falava. Como por exemplo: “Quero casar logo porque também quero mandar em alguém”. Depois comecei a escrever essas histórias. Em 2013 a ZH começou a publicar e com o tempo as pessoas passaram a se identificar muito com os textos.


Mamãe em Construção: Como veio o livro "O Papai é Pop”?
PiangersA editora me ligou em 2014 para publicar os textos que eu já tinha. Escrevi então mais alguns exclusivos pro livro. Cada texto que fazia muito sucesso, como o “Melhores Pais do Mundo” ou “Ser pai é fazer contas” eu pensava que esse seria o título do livro. Então me veio o nome O Papai é Pop, por causa da música dos Engenheiros do Hawai, o Papa é Pop. Como o Humberto Gessinger é da mesma editora, foi fácil liberar o título.

Mamãe em Construção: Com ele achas que estás ajudando outros pais? Como?
PiangersRecebo emails diariamente de pais que se sentem confortados com os textos, ou estimulados a serem mais presentes. São histórias lindas, que me emocionam e são meu pagamento. Vou doar toda a minha parte nos lucros do livro, então essas histórias só reforçam o senso de missão: tornar as famílias mais unidas, pais mais presentes, mães mais valorizadas.

Mamãe em Construção: Caso pudestes falar algo para o teu "pai" o que dirias a ele hoje, com a tua experiência de pai?
PiangersTente sempre ser melhor.

Mamãe em Construção: O que achas que a tua paternidade ativa faz para as tuas filhas?
PiangersQuero trazer segurança pra elas. Que elas saibam que sempre podem contar comigo, pra tudo, pra sempre.

Mamãe em Construção: Terias um recado para os papais neste dia dos pais que se aproxima?
PiangersSer pai é mais do que fotos bonitas nas redes sociais. Ser pai tem momentos chatos e cansativos. Ser pai é se apaixonar pelas trivialidades, pelo dia a dia. Ser pai é se emocionar com as coisas mais banais. Aproveite, que passa rápido.


Piangers, muito obrigada pela participação, muito obrigada pela tua coluna na ZH e muito obrigada pelo livro, pois sei que para muitos pais será o começo para uma nova paternidade, paternidade consciente de que só pagar as contas não conta, o que conta é o abraço, os sorrisos, os banhos com brincadeiras, o amor. 

E para quem gostou e quer saber mais um pouco sobre o livro e como comprá-lo, entrem no site Papai Pop.  

Hoje, o Piangers, faz sessão de autógrafos aqui em Porto Alegre, na livraria Cultura do Shopping Bourbon Country, às 19h.

E quem é de Santa Catarina pode conferir nas seguintes datas e locais:

Dia 15 de agosto, sábado às 17h sessão de autógrafos na livraria Saraiva do Shopping Beira Mar – FLORIPA
Dia 16 de agosto, domingo às 17 horas sessão de autógrafo e fotos no Norte Shopping - BLUMENAU
Dia 29 de agosto, sábado às 20h sessão de autógrafos na livrarias Curitiba/Catarinense do Shopping Mueller – JOINVILLE

E só lembrando, toda a renda do livro será doada, então é mais do que dar um presente super legal para um papai, estarás ajudando quem preciso. Parabéns, Piangers, por mais um gesto tão bacana como esse.

ps: todas as imagens retiradas da página do facebook do próprio Piangers.

Semana Paternidade Ativa: Paulo Redner

E para darmos continuidade à Semana Paternidade Ativa, eu convidei o Paulo para participar.
Vocês devem estar se perguntando, "mas quem é o Paulo". 
O Paulo, eu acho, que foi um dos primeiros pais participativos que eu realmente tive contato, aquele que troca fralda, dá leite, dá banho e mais um monte de outros itens importantes.
O Paulo é o meu compadre, ele é o pai da Giovanna, minha filhada, é padrinho da Malu, biólogo e uma figura, ah sim e, principalmente, casado com a minha cunhada.

Então, vamos à entrevista.


Mamãe em Construção: Sempre tivestes vontade de ser pai?
Paulo: Não. Para mim a vontade de ser pai acho que foi uma consequência natural de uma série de eventos. Após o casamento, após um período sem planos de ter filhos em mente, a Rafa e eu começamos a conversar sobre o assunto e decidimos que era o momento de tentarmos. Durante este período, comecei a me imaginar como seria ser pai, e decidi que gostaria de ser o melhor pai possível.

Mamãe em Construção: Em qual momento resolvesse ser um pai participativo, que estaria completamente presente na vida dos teus futuros filhos?
PauloDesde o momento que a Rafa e eu decidimos que queríamos ter um filho. A decisão de ser um pai participativo veio antes de ter contato visual com a Giovanna. Queria saber tudo e ajudar em tudo mesmo ela ainda estando dentro da Rafa. Felizmente, em função dos horários marcados, consegui ir a praticamente todas as ultrassonografias. Nestas consultas, a médica/ginecologista/obstetra da Rafa, sem ela estar presente, me perguntava como a Rafa estava se comportando, pedia minha ajuda e assim cada vez mais eu ia me envolvendo. O nascimento da Giovanna, neste sentido, resultou em uma continuação de cuidados que eu já tinha antes dela nascer e que continua até hoje.

Mamãe em Construção: Como foi ver a Giovanna pela primeira vez?
Paulo: Acho que para mim, assim como para muitos, o conceito “pai” se realiza no parto. As mães já sentem o bebê se mexendo, mas nós pais quase nunca sentimos de fato o bebê, até porque eles cismam em ficar imóveis quanto tentamos senti-los (“poder de imobilidade” que desaparece com o nascimento).
Por isso, ver a Giovanna pela primeira vez foi de fato o primeiro real contato com ela, uma alegria imensa e um desespero igualmente grande se eu teria (principalmente) jeito de cuidar de um ser tão pequeno e tão frágil.


Mamãe em Construção: Tu sabes que fostes um pouco da nossa inspiração de como queríamos que a paternidade ocorresse aqui em casa. Qual foi o momento mais difícil de ser tão ativo: trocar fralda, dar banho...?
Paulo: Fico feliz de saber que servi como modelo de paternidade. Na verdade, encarei a troca de fraldas, banhos e outros eventos novos como oportunidade de vivenciar o desenvolvimento da Giovanna. Para mim, uma das maiores dificuldades foi conciliar a vida profissional (manhã e tarde) com a vida paterna (noite e madrugada), uma vez que (ainda) não existe licença paternidade com a mesma extensão da maternidade. Por exemplo, nos primeiros dez dias em que estava de licença dei todos os banhos na Giovanna, mas após este período não consegui mais faze-lo pois chegava muito tarde em casa.

Mamãe em Construção: Tu como pai também também achas que sentes culpa em alguns momentos como algumas ou a maioria das mães? Em quais?
Paulo: Não lembro de me sentir culpado. O que sinto geralmente é um grande senso de responsabilidade. Em situações onde sei que ela ficou (ou poderia ficar) triste por algum motivo, e que por isso talvez eu pudesse me sentir culpado, opto por conversar com ela e mostrar para ela um outro modo de ver a situação. De vez em quando, para não deixa-la triste, mudo o foco e proponho outra opção para ela. Entretanto, tem outros momentos em que ela fica triste por ser contrariada, neste caso, mesmo sabendo que a situação não a agrada, não me sinto culpado pois sei que o que estou fazendo é o melhor a ser feito naquele momento. Educar (infelizmente para ela e para mim) não é deixar ela fazer tudo o que quer, mas dar os devidos limites e explica-los.

Mamãe em Construção: A ajuda e estímulo da esposa é importante para ser um pai participativo? Porquê?
Paulo: Acho que ser um pai participativo de fato depende da ajuda e de certa forma do estímulo da esposa. Depende da ajuda da esposa no sentido de propor atividades que talvez eu não propusesse de imediato como brincar com alguns brinquedo (geralmente a minha proposta inclui brincar chão, brincar de bola e de correr com ela). Quanto ao estímulo da esposa, acho que tão importante quanto estimular é não desestimular e confiar que o pai terá tanto cuidado com o filho, uma vez que ambos são igualmente responsáveis (no sentido amplo da palavra).

Mamãe em Construção: Porque achas que ser presente é importante para a vida da tua filha?
Paulo: Estar presente na vida dela é importante não só para minha filha mas para nossa relação como um todo, pois cria momentos de cumplicidade o que dá a possibilidade de transcender apenas o status de pai, mas também o de amigo, confidente,...


Mamãe em Construção: O que a Giovanna te ensinou nesses 5 anos?
Paulo: A Giovanna nestes 5 anos me ensinou a ser mais responsável, a ser ainda mais prudente (quando por exemplo estou com ela no carro), a otimizar ainda mais o meu tempo para poder curtir cada momento (que já neste cinco anos, passaram muito rápido) e a me fascinar com pequenas mas importantes mudanças (como os primeiros passos, o primeiro dente, a vontade de querer aprender a ser independente, ...).


Mamãe em Construção: Um recado para os papais que nos leem.
Paulo: Aproveitem cada momento com seus filhos para que vocês possam ser grandes amigos/companheiros/cúmplices deles.


Paulo, só tenho que te agradecer muito por teres topado participar dessa semana tão importante aqui no blog. Pois como já disse em outros posts, precisamos que cada vez mais os pais se sintam parte da criação dos filhos como um todo e não apenas como expectadores das decisões das mães.

E preciso dar o meu relato referente ao Paulo, a minha cunhada teve que fazer uma cirurgia arriscada para o nascimento da Giovanna, não foi apenas uma cesárea comum (ela já contou aqui no blog), então como ela perdeu muito sangue e o corte era muito maior, ela não podia fazer qualquer esforço. Quando a Giovanna chegou da maternidade, ela precisava de um banhinho e foi quando o Paulo disse que ele daria. E assim foi, eu só o ajudei entregando sabonete e a toalha no final, tudo ele dizia "me ensinem que eu faço". E isso foi muito bacana, pois vou dizer, que eu nunca tinha visto um pai com essa atitude antes, normalmente, quando tem ajuda de madrinha e avó eles aceitam delegar, mas o Paulo não, muito pelo contrário, ai de ti que quisesse fazer.

Parabéns, Paulo, por seres um pai tão legal, amoroso  e participativo para a Giovanna!

Vão me dizer se não foi legal conhecerem o Paulo? 

Semana Paternidade Ativa: Papai On Line

Ontem começamos o especial da semana sobre a paternidade ativa e quem começa a rodada de entrevistas por aqui, é um papai que conheci no mundo do instagram. O Marcelo mostra uma paternidade leve, compartilhando as experiência e momentos com o Fefê e com a esposa Michelle e dando boas dicas de paternidade. 


Mamãe em Construção: Tu tivestes um pai presente? Pai e mãe casados? Como era o formato familiar na tua casa?
Papai On Line: Sim! Meu pai foi presente, mas devido sua cultura e época ser diferente dos dias de hoje, não exercia uma paternidade ativa. Agradeço muito tudo o que ele fez, foi um pai zeloso, orientador, supridor e amoroso. Meus pais eram casados sim e meu pai faleceu em 2011. Hoje minha mãe mora sozinha. Tenho  um irmão mais velho (37 anos).

Mamãe em Construção: O que teu pai é para ti?
Papai On Line: Meu pai era um homem muito correto, prestativo e amoroso. Um exemplo a ser seguido na minha visão. Sempre estava disponível a ajudar o próximo. Fez de tudo para nos dar um bom estudo e nos educou muito bem graças a Deus.

Mamãe em Construção: Quando em tua vida pensaste em ser pai, tu já tinhas uma posição de como querias ser nesta tarefa?
Papai On Line: Eu e minha esposa Michelle nos casamos em 2003 (Eu com 25 anos e a Michelle com 23 anos) e decidimos que nos primeiros anos, iríamos trabalhar muito para nos estruturarmos e também viajar para curtirmos um pouco. Após isto pensaríamos em filhos.
Em 2013 decidimos que estava na hora de deixarmos de ser um casal e formarmos nossa família. Sempre desejei ser pai, mas não imaginava que eu seria tão presente na vida dele. Após o nascimento do Fefê tudo mudou! Quando eu olhei para aqueles olhos, meu coração foi preenchido por um amor que nunca imaginei. Naquele momento, prometi  que seria o melhor pai do mundo para ele e que dedicaria minha vida a ele.


Mamãe em Construção: Desde o início fostes um pai participativo, que troca fraldas, dá banho, coloca para dormir ?
Papai On Line: Sim! Desde o primeiro dia ainda na maternidade fui super presente! Trabalho fora em horário comercial, mas sempre que posso, meu tempo é para ele. Como a mamãe leva para escola e busca, no período da tarde/noite dividimos as tarefas! Brinco com ele enquanto a mamãe faz o jantar. Após este horário é minha responsabilidade: banho, mamadeira e colocar para dormir.

Mamãe em Construção: Precisaste de ajuda para cumprir algumas tarefas?
Papai On Line: Não, inclusive aos sábados a mamãe trabalha meio período e eu fico com ele. Faço a almoço para ele e para nós também! Amo cuidar dele em qualquer momento. 


Mamãe em Construção: O que a paternidade te mudou?
Papai On Line:Tudo mudou! Me fez ter ainda mais vontade de viver, pois preciso cuidar, educar e conviver com ele! Quero ser um pai presente! Levanto a bandeira da Paternidade Ativa!

Mamãe em Construção: O que queres deixar para o teu filho?
Papai On Line: Quero que ele ame o próximo! Que ele espalhe amor sempre! Que ele seja rico em sentimentos e que contagie as pessoas a sua volta. O restante será consequência! Me esforçarei para ele estudar e seguir um belo caminho profissional e já oro por tudo isso mesmo antes dele nascer! 

Mamãe em Construção: Um recado para os papais neste dia dos pais que se aproxima:
Papai On Line Desejo a todos os papais que viviam a paternidade ativa em sua vida com muito amor e dedicação, pois o melhor que podemos deixar para nossos filhos nesta vida é o exemplo! Um Feliz dia dos Pais a todos!


Marcelo, muito obrigada por ter topado participar da Semana do Mamãe em Construção sobre Paternidade Ativa, precisamos de mais e mais papais que entendam que papel de pai é participar de todos os momentos ativamente.

Sigam o Marcelo no Instagram @papaionline, facebook /Papaionline, twitter @onlinepapai, no google + está como Marcelo Fernandes e não esqueça de passar pelo blog que faz pouco que saiu do forno www.papaionline.com.br Vocês vão adorar!!!

Entrevista com o Pai das Marias


E eis que existe um papai no instagram que está bombando entre as mamães! E sabem o motivo? Não, não, ele não é bonitão, longe disso (tá, pra Si ele é), mas ele é a figura em pessoa e é o responsável por ficar com as pequenas em casa. Isso mesmo, ele é o dono da casa, é ele que toma conta das Marias para a mamãe Simone poder trabalhar. A descrição no instagram está "Pai das Marias, e executivo, a esposa manda, eu Executo. Motorista, lavadeira, doméstica, psicólogo e escravo."


O Pai das Marias, ou melhor, o Eduardo é casado com a Simone e eles são pais da Maria Antônia (a mais velha, conhecida como Farofa Girl) e da Maria Eduarda (a pequena recém nascida e mais conhecida como Passarinha Girl). 
Não tem possibilidade de tu dares uma passada no instagram Pai das Marias e não dar boas gargalhadas. Aí o negócio fica viciante que vais passando todas as publicações para poder dar mais e mais risadas. Não sei quando encontrei o instagram dele, mas pra mim é o melhor ig de pais que andam por aí (nesse momento ele se achou).
O Eduardo conta tudo da vida de quem cuida dos filhos, mas sempre com um toque de bom humor. E mesmo ele dizendo que não é blogueiro tá ficando super chique dando entrevista pra tv e quem sabe um dia chega na "Namaria Braga". E é claro que eu tinha que trazê-lo aqui pra contar um pouquinho do que o instagram algumas vezes não passa.
Principalmente o que não é visto em fotos. Quis conversar com o Eduardo as angústias de quem cuida das crianças e muitas vezes é julgado, como é o caso das mães que fazem a opção de ficar em casa e cuidar dos filhos.

A verdade é que eu queria colocar o áudio da conversa que tive com ele, mas se publicasse tudo perderia a amizade.rsrsrs 

Mamãe em Construção: Edu qual a tua profissão que exercias antes? E qual a profissão da Si? 
Pai das Marias: Eu era comerciante, tinha uma distribuidora de produtos para panificação e a Si é administradora e artista plástica.

MC: Quando e como vocês tomaram a decisão de tu cuidares das meninas e somente a Si trabalhar fora?
PM: Então, muito antes da gente ter filhos nós éramos muito de criticar os filhos dos outros e as atitudes dos outros pais. Pois a gente nunca gostou desse negócio de babá que tira a privacidade. Daí quando a Simone engravidou a gente sempre disse que não ia ter babá que a gente ia se virar e ela iria trabalhar só um horário e consequentemente como eu estava sem trabalhar daria pra encaixar. Sendo que no 1º mês da Maria Antônia ela teve depressão e no 3º mês ela teve que voltar a trabalhar que uma das sócias dela, que é a irmã dela, teve problema de saúde, aí eu tive que assumir tudo e aí foi.

MC: E como foi a aceitação da família? Já que família adora dar pitaco.
PM: Minha mãe morava bem próximo a mim, foi quem me deu apoio no início, primeiro mês ela ficou comigo me ensinando tudo e no segundo eu botei ela pra fora, entre aspas, pois ela queria fazer do jeito dela e eu disse que não. Eu queria que ela me ensinasse e eu fizesse do meu jeito. Meu pai não aceitava muito a situação, porque ele sempre foi muito machista. Meu sogro é piloto, então assim, ele só me via uma vez por semana, eu sei que ele não gostava, mas pra ele tanto faz como tanto fez a filha dele estando feliz está ótimo. E a minha sogra, foi a pessoa que mais apoiou em tudo. Ela não botou a mão na massa, mas financeiramente quem dava um suporte era ela, a gente sempre corria pra ela. 
E hoje a gente é vizinho da minha sogra, antes éramos vizinhos da minha mãe, e ela é o suporte da gente. Quando a gente precisa realmente, quando o bicho pega, ela é que está junto.
Isso é o que eu considero família, meu sogro, minha sogra, minha cunhada, minha irmã, pai e mãe. Agora parente, tios da Simone, tios meus, nossa, aí é crítica, é preconceito de que homem tem que se sustentar, de que é um absurdo. Sendo que agora tomou uma repercussão, teve a entrevista do blog Mãe na massa, aí depois teve a entrevista na TV daqui (ele mora em Maceió), já teve a entrevista no jornal daqui da TV Gazeta que é filiada Globo e já tem um outro blog daqui que é Quebrando Preconceito que já marcou comigo. Então assim, tomou uma proporção que agora é legal ser amigo do Eduardo.

MC: Edu, sabemos que é tu que cuida das meninas, mas sempre fizeste tarefas de casa ou isso foi uma completa novidade?
PM: Eu sempre gostei, sempre fui muito caseiro. Eu sempre fui muito mais organizado do que Simone. Simone é metida a artista, então artista plástica bagunça é bonito. E eu sempre fui mais organizado, pelo menos tentei, e nunca foi novidade pra mim, lavar um prato, lavar um banheiro. Achava muito normal, minha mãe era Pedagoga, eu tinha mais duas irmãs e ela sempre foi dona de casa e pedagoga, até que parou de trabalhar pra ser totalmente dona de casa. Pra mim era normal, eu via meu pai também no fim de semana lavar banheiro, lavar as fraldas da gente, então era normal.

MC: Sabemos que as mães, ainda mais de primeiro filho, são super possessivas, sempre achando que só elas é que sabem fazer. Eu era assim aqui em casa e não só com o marido, mas também com a minha mãe e com todo mundo. Como foi com a Si, foi tranquilo? E quando tiveste que assumir sozinho, ela te dava muitas recomendações ou ela achava que não precisava?
PM: Então, a Simone é uma pessoa que ela nasceu pra mandar. Mulher já nasce pra mandar e ela nasceu pra mandar muito. Como ela teve um começo de depressão no primeiro mês, ela estava muito insegura. Então eu dei banho primeiro que ela, eu troquei primeiro que ela, então assim (momento tenso na voz) era legal. Mas quando ela começou a fazer, ela queria que tudo fosse do jeito dela, nesse quesito da execução das coisas. Mas em questão de possessiva, assim, é minha filha eu sei fazer, não. Nós dois só não aceitávamos opiniões de fora, tipo, minha mãe chegava e falava alguma coisa, tudo bem, uma vez, duas vezes, na terceira a gente já cortava, por que eles queriam que a gente fizesse do jeito deles e não, era do nosso jeito. Como a gente sempre foi muito crítico com criança mimada então a gente queria fazer tudo do nosso jeito.
Mas hoje ela é de boa, ela só dá algumas recomendações. Tipo, besteira (ele julga assim), no começo eu deixava Maria Antônia com cabelo molhado, ela reclamava. Coisas que pra mim, homem, passava, "ahh besteira". Eu deixo muito a Maria Antônia de fralda, porque aqui é quente, ela não gosta, ela quer que coloque uma camisetinha, uma roupinha. Quando acorda, eu deixo de pijama, ela quer que tire o pijama pra não sujar o pijama quando ela for lanchar, essas coisas assim.


MC: Muitos homens acham um absurdo somente a mulher trabalhar, como foi isso pra ti e como é? Sempre foi tranquilo ou teve algum momento de dúvida? Essa é uma dúvida comum entre as mulheres que fazem essa opção e queria saber como é pra ti?
PMÉ tranquilo, ponto, mas eu me preocupo muito comigo, se está tudo bem, se não está. Fico às vezes "Será que eu estou fazendo certo? Será que eu não tô fazendo certo?" É natural as pessoas rebaixarem você pelo seu serviço que, entre aspas, não gera renda pra família. Mas eu comecei a valorizar muito as pessoas que cuidam dos filhos, pois é muito, muito difícil, muito trabalhoso. Não é todo mundo que tem essa coragem. É muito fácil pagar uma babá, pagar um colégio. Joga um horário no colégio, outro na babá e eu só vou pegar à noite e botar pra dormir. Isso é muito fácil! 
Cuidar do filho, dar educação é muito complicado. Se eu pudesse hoje eu teria uns cinco, mas financeiramente e a questão da saúde da Simone hoje não dá.
Mas me preocupo muito comigo, será que daqui a três/quatro anos eu vou me arrepender disso. Eu acredito que não, eu tô trabalhando para que eu não sinta isso e tenha a certeza do que eu estou fazendo.

MC: O trabalho de casa também é feito por ti ou tens alguma ajuda?
PM: Tem uma pessoa que trabalha com a gente, secretária nossa, ela faz o trabalho de casa pesado. Mas supermercado quem faz sou eu, Simone nunca gostou muito, só quando cozinha alguma coisa específica que ela compra as coisas. Mamadeiras, chupetas de lavar e esterilizar sou eu que faço, não que eu não confie na pessoa que trabalha aqui, mas eu prefiro fazer. Das meninas, banho, refeições, isso é comigo.

MC: Edu, o que tem de bom e de ruim de ficar cuidando as meninas em casa?
PM: Acho que não tem nada ruim. A parte boa é que elas serão meninas ogras, vão arrotar na frente do namorado, isso vai ser legal, porque vai dificultar que elas namorem, espero que elas cresçam muito e fiquem com quase 2 metros e assim, elas vão ter que namorar uma pessoa muito f*, porque o pai delas é f*.

ps: nesse momento todos os pais ciumentos pedindo demissão pra ficar com as filhas em casa. 


MC: Si, o que tem de bom e de ruim do Eduardo ficar com as meninas em casa?
Simone/Eduardo (pois ele mal deixou ela responder): O lado ruim é que ele estraga as meninas, ensinando besteira, não colocando limites.
Vou transcrever exatamente o que escutei no áudio: E o lado bom é que ela disse que eu sou f*, um pai do c*, um pai muito top (Simone ao fundo "que conversa!"), mas que ela tem certeza que elas serão bem educadas.

MC: Como nasceu a ideia de fazer o instagram e contar o dia a dia de vocês? Tu achas que está ajudando outras pessoas, outros homens?
PM: O instagram já tinha, essas palhaçadas eu já fazia, com os meus cachorros, fazia com Simone as brincadeiras. Ele era bloqueado, até que abri para as pessoas verem. Eu acho massa, eu acho muito legal. Se está ajudando eu não sei, a minha ideia nunca foi "dica de chupeta", "dica de mamadeira", eu não vou dar dica, tô fora, eu vou mostrar como é a minha vida. Não sei se estou ajudando outros pais, porque na grande maioria eles acham que sabem de tudo, pois homem acha que sabe de tudo e homem é uma m* não sabe de nada, ainda mais nesse assunto. Mas eu acho muito legal, eu vejo pessoas com 30 mil seguidores que eu vou ver foto e tem 200 curtidas e nenhum comentário. O que eu mais gosto são os comentários, críticos ou não, eu acho muito legal o retorno das pessoas.


Bom, eu tenho que agradecer ao Eduardo e a Simone que toparam conversar comigo e falar pra vocês um pouquinho mais da vida deles.
Sigam o Edu lá no instagram @pai_das_marias , vocês não vão se arrepender é garantia de risadas na certa.

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