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Papai manda bem

Quando a campanha é boa, pode contar com o apoio do blog Mamãe em Construção.

Bepantol® Baby lança o movimento Papai Manda Bem e anuncia a entrega de 1 mil trocadores de fraldas para banheiros masculinos ou que tenham áreas comuns para ambos os sexos
Marca da Bayer inicia diálogo com homens e lidera movimento para incentivar a participação dos pais na criação e nos cuidados com os filhos; evento de lançamento contará com a presença do ator Márcio Garcia e especialistas no universo infantil
Cuidados como dar banho, trocar fralda e colocar para dormir são algumas das muitas atribuições dadas, em geral, às mães. Os pais, aos poucos, estão se envolvendo e aumentando a participação nas tarefas diárias, mas as mulheres ainda são as que mais dedicam tempo às crianças. Segundo pesquisa da Universidade do Estado de Ohio, dos EUA, as atribuições básicas de cuidados com bebês de, aproximadamente, nove meses consomem duas horas por dia de dedicação das mães contra 40 minutos dos pais.


Pensando na importância da paternidade ativa e presente, Bepantol® Baby vai liderar o movimento intitulado Papai Manda Bem, que contempla debates e uma série de ações, incluindo a entrega de 1 mil trocadores de fraldas para banheiros masculinos ou que tenham áreas comuns para ambos os sexos de estabelecimentos públicos de todo o Brasil.

“Os homens estão assumindo novos papéis nas relações familiares, principalmente na criação dos filhos. E o nosso movimento Papai Manda Bem visa incluí-los cada vez mais na rotina de cuidados com as crianças”, afirma Mariana Hagel, gerente de marketing deBepantol® Baby no Brasil.

De acordo com o relatório State of the World’s Fathers (O Estado dos Pais do Mundo, em tradução livre), divulgado recentemente pela organização ativista MenCare, crianças cujos pais participam desde cedo da criação se tornam mais felizes e educadas.

Entendendo esse cenário, Bepantol® Baby passa a dialogar também com os homens, provocando uma mudança de comportamento e chamando a atenção para o papel do novo pai, que precisa estar cada vez mais envolvido no cuidado com os bebês, não apenas com o suporte financeiro, mas compartilhando as tarefas com as mães e assumindo mais responsabilidades no dia a dia com os pequenos. O objetivo da marca é promover, a partir de agora, ações que fortaleçam o vínculo entre pais e filhos, incentivando a evolução da paternidade nas relações familiares. Para isso, Bepantol® Baby anuncia a entrega de 1 mil trocadores de fraldas para banheiros masculinos ou que tenham áreas comuns para ambos os sexos.

Entrega de trocadores de fraldas
Os estabelecimentos interessados em participar do movimento e receber os trocadores de fraldas de Bepantol® Baby devem se inscrever na seção Papai Manda Bem, hospedada no site da marca (www.bepantolbaby.com.br), e enviar fotos e a descrição do local. Em um segundo momento, a Bayer avaliará se os espaços estão dentro das determinações especificadas no regulamento e, se aprovado, o estabelecimento receberá o trocador de fraldas. “Nosso objetivo com as 1 mil entregas é incentivar que os homens possam desempenhar mais facilmente o papel de pai, uma vez que na maioria dos estabelecimentos o trocador fica no banheiro feminino”, diz Mariana.
As inscrições podem ser feitas de 7 de agosto a 17 de abril de 2016 ou enquanto durarem os estoques. Os 1 mil trocadores serão distribuídos em todo o território nacional até maio de 2016.
Além disso, a marca mapeará estabelecimentos no Brasil que já possuam a estrutura necessária aos pais e enviará selos com a assinatura da campanha #papaimandabem, evidenciando que esses pontos são chancelados por terem um fraldário para receber os pais e seus bebês.
Sobre Bepantol® Baby
Sempre pensando no bem-estar da mãe, do pai e, claro, dos filhos, a Bayer oferece Bepantol® Baby, a evolução dos antiassaduras. O creme da marca penetra na pele do bebê, deixando-a mais resistente contra as assaduras. O produto possui dupla proteção, pois cria uma barreira transparente e tem pró-vitamina B5, que age aumentando a resistência da pele contra assaduras. Além disso, a mamãe pode visualizar facilmente a pele do bebê após cada troca de fralda, identificando precocemente qualquer alteração. Bepantol® Baby também não contém fragrâncias, corantes, conservantes que podem irritar a pele sensível do bebê.

Semana Paternidade Ativa: Daniel (o marido)

E hoje a última entrevista da Semana Paternidade Ativa do blog.
Bom, eu teria outros pais muito legais para chamar, mas eu não poderia deixar de fora o que me fez realmente a entender o que é ser pai, o que é amar incondicionalmente seu filho desde o primeiro minuto, a se desdobrar para acompanhar todos os momentos, fazer questão de estar presente e se sentir presente, de amar ir à praça e correr com o filho. 
Aquele, que também foi o que quis fazer parte da minha vida para sempre, Daniel, o marido.

Vou contar que tivemos um probleminha técnico, eu fiz as perguntas na minha agenda e ia mandar por email para ele, ele resolveu tirar foto da agenda para ser mais rápido e mandou as respostas por email, viemos para a casa da minha mãe e eu não tinha visto o email que ele me mandou. Ao abrir vi que ele não tinha colocado as perguntas no corpo do email, a agenda eu deixei em casa e o marido apagou a foto das perguntas. Então as perguntas foram lembradas, mas acho que as respostas estão perfeitas.


Vamos à entrevista.

Mamãe em Construção: Para que o pessoal possa te conhecer antes de mim e da Maria Luísa chegarmos na tua vida... Como foi e é a tua relação com o teu pai? 
Daniel: A minha relação com meu pai sempre foi ótima. Ele sempre demonstrou muito amor e carinho por nós. Sempre foi muito brincalhão e piadista, mas tanto eu como minha irmã sabíamos a hora em que ele falava sério, e nunca nos faltou respeito por conta disso.

Mamãe em Construção: O teu pai foi um pai participativo na criação de vocês?
Daniel: Meu pai sempre foi muito participativo. Ele ficou algum tempo desempregado, infelizmente, e minha mãe segurava a onda sozinha em casa, mas, em compensação, papai fazia todo o restante do "serviço". Era ele quem estudava comigo, por horas a fio, principalmente quando eu estava estudando pro concurso de admissão do CMRJ, há longínquos 23 anos... Ele espalhava milhares de cartazes pela casa, com regras gramaticais, mapas, resumos, enfim. 

Mamãe em Construção: Tu tinhas vontade de ser pai? Tu tens o teu pai como exemplo no teu estilo de ser pai?
Daniel: Sempre tive uma vontade imensa de ser pai, e o meu pai sempre foi o meu maior exemplo. Não só pela diversão que era nossa relação, mas também pelo carinho que ele sempre demonstrou. Mas hoje vejo que eu e Rafa, muitas vezes, entrávamos em conflito com mamãe por não entendermos que os dois eram muito diferentes na forma de abordar o que nós fazíamos ou deixávamos de fazer. Papai sempre teve um pavio maior para as nossas mal-criações, o que para a criança é muito melhor, não que isso esteja certo... E acho que até nisso ele foi exemplo, porque hoje eu evito ser leniente a ponto da Malu vir a pesar injustamente a balança pra qualquer um do lados, evitar aquela imagem de que só um é o "carrasco". Papai sempre foi um grande amigo, mas às vezes nós nos aproveitávamos disso pra nos darmos bem... 


Mamãe em Construção: Quando realmente te sentisse pai?
Daniel: Antes da Malu nascer, quando nós contamos pro pessoal da faculdade que estávamos "grávidos", o Vinícius conversou com a gente, depois do FDR Soccer, e disse que quando ele foi pai, no momento em que a filha dele nasceu, ele foi tomado por um amor incondicional, que na gravidez ele ainda não tinha experimentado. E foi exatamente isso que aconteceu comigo também! E acredito que com a maioria dos pais. A mãe é mãe desde sempre, ela ri, chora, sente, sofre, se alegra, desde o dia em que sabe que está grávida, por todas as transformações que ela passa. O pai, não. O pai fica naquela: "legal, o bebê mexeu", "olha o nariz, parece com o teu" (apesar de nem ter entendido onde estava o nariz naquele ultrassom...), porque ele não passa por nenhuma metamorfose durante a gestação, apesar do amadurecimento natural que a gente é obrigado a ter nesse período. Só que no momento em que a Malu nasceu e deu o primeiro choro, eu senti como se um "roto-rooter" gigante tivesse puxado meu estômago, e meus olhos estivessem se abrindo a primeira vez também! É a hora que cai a ficha, a hora do "puta-que-pariu, sou pai!!" É uma sensação avassaladora, um amor realmente incondicional que te toma de uma vez só, inexplicável.
ps: ele tinha que soltar um palavrão


Mamãe em Construção: Qual foi a maior dificuldade que sentisse na paternidade? 
Daniel: O mais difícil na paternidade não são as noites mal-dormidas, o choro, as fraldas, nada disso. Pra mim, é a carga de responsabilidade que recai sobre a gente. A partir dali não dá mais pra deixar nada pro outro dia, não dá pra tomar uma decisão arriscada, de supetão (apesar de ainda fazer de vez em quando...). O teu filho se torna a coisa mais importante pra você, e tudo passa a ser pensado em função disso. É óbvio que o trabalho braçal que um neném demanda, o sono interrompido e todo o resto não são fáceis. Mas nos primeiros meses o mais difícil pro homem (pelo menos pra mim) é conciliar tudo isso com o trabalho e, principalmente, dar atenção à mulher. Ela está numa situação de extrema fragilidade, mas o pai acaba dando atenção quase exclusiva pra criança, não por maldade com a mulher, mas naquela ideia: "olha o tamaninho disso, tão pequenininho... A mãe? Ela já tá grande, daqui a pouco ela se vira!"


Mamãe em Construção: Quando decidistes que serias um pai participativo?
Daniel: Eu nunca pensei "vou ser participativo!" Pra mim isso é algo que deveria ser natural, pelo menos foi assim que eu vi as coisas acontecendo na minha infância. Eu nunca tive dentro de casa aquela visão do pai que senta no sofá vendo TV e tomando uma cerveja e a mãe trabalhando que nem um camelo pelos filhos e pela casa. Então pra mim isso de que o homem tem que "ajudar" é meio fora de contexto. Homem não tem que "ajudar", ele tem que fazer o seu papel de pai, de quem fez o filho junto. Botar filho no mundo pra outros criarem é fácil, mas não é ser pai nem mãe. Logicamente, nem sempre atingimos o nível de excelência na execução das tarefas exigido pelas nossas digníssimas esposas, nem de atenção, mas aí o problema é genético...

Mamãe em Construção: Deixe um recado para os outros papais:
Daniel: Eu não tenho um recado pros papais, não. Acho que, antes de tudo, cada um deve fazer aquilo que acha correto, de acordo com suas circunstâncias. Eu tenho "n" defeitos, então não tenho moral pra dar recado pra ninguém. Deve ter camarada que vai ler isso tudo aqui e pensar "aham, valeu babaca!!", mas acredito que fazer de tudo por quem se ama nunca é demais.

Eu coloquei uma perguntinha só de sacanagem, mas como ele respondeu tão bonitinho que eu resolvi colocar para finalizar a entrevista. 
Mamãe em Construção: Deixe uma declaração de amor para a tua mulher.
DanielEssa é a mais fácil! Eu amo muito minha mulher, e apesar de não conseguir expressar tão bem isso e do meu gênio difícil, ela é a mulher que me fez crescer, amadurecer, aprender a pensar mais nos outros, a fazer o bem, a falar e a dividir alegrias e angústias. Ela foi quem ligou o primeiro "roto-rooter", e é também por ela que a cada dia eu tento me lapidar, como a uma pedra, para que possamos crescer juntos e continuarmos nos amarmos cada vez mais.  


Dani, depois de quase 2 anos de blog pela primeira vez consigo fazer tu participares, muito obrigada!!!
Desde o primeiro minuto do nascimento da Maria Luísa ele se tornou um super pai, trocou fralda desde o primeiro dia na maternidade, acordava na madrugada e dormia sentado colocando a Maria Luísa para dormir, levou banho de cocô, participou de todas as consultas tanto do pré-natal como das idas ao pediatra e é um super contador de histórias de ninar. 
Daniel, obrigada por ser esse pai e marido que participa de todos os nossos momentos. Parabéns pelo dia dos pais!!!!!!

Semana Paternidade Ativa: Marcos Piangers

E hoje a Semana da Paternidade Ativa continua com uma participação toda especial.
O Piangers faz humor e aí todo mundo pode achar que ele seria aquele homem que não ficaria brincando com as filhas para ficar curtindo com os amigos. Mas ele resolveu sair dessa lógica machista e se transformou num grande pai para as muito figuras Anita e Aurora.

Então vou apresentá-lo, para quem, pode, ainda, não conhecê-lo...

Marcos Piangers, pai da Anita e da Aurora, nascido em Santa Catarina, radialista, sendo um dos integrantes do fenômeno Pretinho Básico, tem uma coluna na Zero Hora que fala sobre a vida como pai de uma forma muito irreverente, e agora está lançando o livro "O Papai é Pop" pela editora Belas Letras.


Vamos à entrevista.

Mamãe em Construção: Gostaria de falar do início da tua vida. Como eu, também és filho de mãe solteira e como foi na tua casa, como a tua mãe tratou isso contigo? Ela escondia o que tinha acontecido ou falava abertamente?
Piangers: Minha mãe nunca me contou quem era meu pai. Isso sempre fez com que minha família criasse as teorias mais malucas. Pessoalmente, nunca morri de curiosidade: acho que a minha mãe merece todos os méritos por ter sido meu pai e minha mãe. Mais recentemente ela resolveu abrir o jogo, e é a história mais comum do mundo: um cara que a engravidou e não quis o filho. Uma história tão triste, e ao mesmo tempo tão comum.

Mamãe em Construção: Na escola e na vida como era ser um filho de mãe solteira? Lembras de algum episódio que te marcou?
PiangersLembro da minha mãe chegando atrasada em algumas apresentações do colégio. Coitada, trabalhava, sustentava a casa e ainda tinha que correr pra ver apresentações escolares, sempre sofríveis. Ela foi uma guerreira, como toda mãe solteira. 

Mamãe em Construção: Sempre pensaste que ao seres pai farias tudo diferente?
PiangersNão. Sempre quis ser pai mas também tinha aquela visão que a sociedade passa, do pai que paga as contas e fica vendo tv e bebendo cerveja. Ainda mais pra mim, que não tive exemplo em casa, essa figura paterna totalmente patética ainda foi meio forte no começo da paternidade. Aprendi a ser um bom pai lembrando da minha mãe e vendo minha mulher. 

Mamãe em Construção: Como foi ser pai? O que mudou na tua vida?
PiangersAprendi a apreciar os momentos mais triviais, a valorizar o esforço da minha mãe, a cultivar laços de amor com outras pessoas, a ouvir e me interessar por histórias infantis, a entender que é preciso ser doce e bondoso com as pessoas, que não há motivo para ser grosseiro ou impaciente. Mais do que ser um pai melhor, virei um ser humano melhor.

Mamãe em Construção: O que é pra ti ser um pai participativo, fazer teu papel de pai?
PiangersTudo. O pai presente é aquele que conseguiria fazer tudo: lavar a louça, limpar a casa, trocar fralda, colocar pra dormir, acordar de madrugada, contar história, dar banho, pagar as contas. Não há departamento da mãe e departamento do pai. Todos os departamentos são dos dois. Quanto mais participação melhor.



Mamãe em Construção: Desde o início trocaste fralda, deste banho, colocaste pra dormir? 
PiangersSim, essas coisas são básicas. Mas, com o tempo, aprendi a ficar mais tempo com elas. Menos trabalho e cerveja com só amigos pra poder ficar mais com elas. Porque passa rápido e eu nunca vi alguém dizer no leito de morte: “Devia ter ficado menos tempo com a minha família”.

Mamãe em Construção: Achas que precisaste de um apoio da tua mulher para fazer essas atividades? E tu achas importante o estímulo/ajuda da mãe?
Piangers: Dizem que as filhas são mais do pai, os meninos ficam mais com a mãe. Lá em casa minhas filhas adoram estar comigo e brincar comigo mas se minha mulher viaja sentem uma falta danada dela. O que a criança gosta é de segurança: querem a rotina que estão acostumadas. Mãe e pai presentes e atenciosos.

Mamãe em Construção: O que te fez começar a escrever a tua coluna no ZH sobre a paternidade e os teus dias com as tuas filhas?
PiangersComecei a desenhar cartoons com as coisas engraçadas que a Anita me falava. Como por exemplo: “Quero casar logo porque também quero mandar em alguém”. Depois comecei a escrever essas histórias. Em 2013 a ZH começou a publicar e com o tempo as pessoas passaram a se identificar muito com os textos.


Mamãe em Construção: Como veio o livro "O Papai é Pop”?
PiangersA editora me ligou em 2014 para publicar os textos que eu já tinha. Escrevi então mais alguns exclusivos pro livro. Cada texto que fazia muito sucesso, como o “Melhores Pais do Mundo” ou “Ser pai é fazer contas” eu pensava que esse seria o título do livro. Então me veio o nome O Papai é Pop, por causa da música dos Engenheiros do Hawai, o Papa é Pop. Como o Humberto Gessinger é da mesma editora, foi fácil liberar o título.

Mamãe em Construção: Com ele achas que estás ajudando outros pais? Como?
PiangersRecebo emails diariamente de pais que se sentem confortados com os textos, ou estimulados a serem mais presentes. São histórias lindas, que me emocionam e são meu pagamento. Vou doar toda a minha parte nos lucros do livro, então essas histórias só reforçam o senso de missão: tornar as famílias mais unidas, pais mais presentes, mães mais valorizadas.

Mamãe em Construção: Caso pudestes falar algo para o teu "pai" o que dirias a ele hoje, com a tua experiência de pai?
PiangersTente sempre ser melhor.

Mamãe em Construção: O que achas que a tua paternidade ativa faz para as tuas filhas?
PiangersQuero trazer segurança pra elas. Que elas saibam que sempre podem contar comigo, pra tudo, pra sempre.

Mamãe em Construção: Terias um recado para os papais neste dia dos pais que se aproxima?
PiangersSer pai é mais do que fotos bonitas nas redes sociais. Ser pai tem momentos chatos e cansativos. Ser pai é se apaixonar pelas trivialidades, pelo dia a dia. Ser pai é se emocionar com as coisas mais banais. Aproveite, que passa rápido.


Piangers, muito obrigada pela participação, muito obrigada pela tua coluna na ZH e muito obrigada pelo livro, pois sei que para muitos pais será o começo para uma nova paternidade, paternidade consciente de que só pagar as contas não conta, o que conta é o abraço, os sorrisos, os banhos com brincadeiras, o amor. 

E para quem gostou e quer saber mais um pouco sobre o livro e como comprá-lo, entrem no site Papai Pop.  

Hoje, o Piangers, faz sessão de autógrafos aqui em Porto Alegre, na livraria Cultura do Shopping Bourbon Country, às 19h.

E quem é de Santa Catarina pode conferir nas seguintes datas e locais:

Dia 15 de agosto, sábado às 17h sessão de autógrafos na livraria Saraiva do Shopping Beira Mar – FLORIPA
Dia 16 de agosto, domingo às 17 horas sessão de autógrafo e fotos no Norte Shopping - BLUMENAU
Dia 29 de agosto, sábado às 20h sessão de autógrafos na livrarias Curitiba/Catarinense do Shopping Mueller – JOINVILLE

E só lembrando, toda a renda do livro será doada, então é mais do que dar um presente super legal para um papai, estarás ajudando quem preciso. Parabéns, Piangers, por mais um gesto tão bacana como esse.

ps: todas as imagens retiradas da página do facebook do próprio Piangers.

Semana Paternidade Ativa: Paulo Redner

E para darmos continuidade à Semana Paternidade Ativa, eu convidei o Paulo para participar.
Vocês devem estar se perguntando, "mas quem é o Paulo". 
O Paulo, eu acho, que foi um dos primeiros pais participativos que eu realmente tive contato, aquele que troca fralda, dá leite, dá banho e mais um monte de outros itens importantes.
O Paulo é o meu compadre, ele é o pai da Giovanna, minha filhada, é padrinho da Malu, biólogo e uma figura, ah sim e, principalmente, casado com a minha cunhada.

Então, vamos à entrevista.


Mamãe em Construção: Sempre tivestes vontade de ser pai?
Paulo: Não. Para mim a vontade de ser pai acho que foi uma consequência natural de uma série de eventos. Após o casamento, após um período sem planos de ter filhos em mente, a Rafa e eu começamos a conversar sobre o assunto e decidimos que era o momento de tentarmos. Durante este período, comecei a me imaginar como seria ser pai, e decidi que gostaria de ser o melhor pai possível.

Mamãe em Construção: Em qual momento resolvesse ser um pai participativo, que estaria completamente presente na vida dos teus futuros filhos?
PauloDesde o momento que a Rafa e eu decidimos que queríamos ter um filho. A decisão de ser um pai participativo veio antes de ter contato visual com a Giovanna. Queria saber tudo e ajudar em tudo mesmo ela ainda estando dentro da Rafa. Felizmente, em função dos horários marcados, consegui ir a praticamente todas as ultrassonografias. Nestas consultas, a médica/ginecologista/obstetra da Rafa, sem ela estar presente, me perguntava como a Rafa estava se comportando, pedia minha ajuda e assim cada vez mais eu ia me envolvendo. O nascimento da Giovanna, neste sentido, resultou em uma continuação de cuidados que eu já tinha antes dela nascer e que continua até hoje.

Mamãe em Construção: Como foi ver a Giovanna pela primeira vez?
Paulo: Acho que para mim, assim como para muitos, o conceito “pai” se realiza no parto. As mães já sentem o bebê se mexendo, mas nós pais quase nunca sentimos de fato o bebê, até porque eles cismam em ficar imóveis quanto tentamos senti-los (“poder de imobilidade” que desaparece com o nascimento).
Por isso, ver a Giovanna pela primeira vez foi de fato o primeiro real contato com ela, uma alegria imensa e um desespero igualmente grande se eu teria (principalmente) jeito de cuidar de um ser tão pequeno e tão frágil.


Mamãe em Construção: Tu sabes que fostes um pouco da nossa inspiração de como queríamos que a paternidade ocorresse aqui em casa. Qual foi o momento mais difícil de ser tão ativo: trocar fralda, dar banho...?
Paulo: Fico feliz de saber que servi como modelo de paternidade. Na verdade, encarei a troca de fraldas, banhos e outros eventos novos como oportunidade de vivenciar o desenvolvimento da Giovanna. Para mim, uma das maiores dificuldades foi conciliar a vida profissional (manhã e tarde) com a vida paterna (noite e madrugada), uma vez que (ainda) não existe licença paternidade com a mesma extensão da maternidade. Por exemplo, nos primeiros dez dias em que estava de licença dei todos os banhos na Giovanna, mas após este período não consegui mais faze-lo pois chegava muito tarde em casa.

Mamãe em Construção: Tu como pai também também achas que sentes culpa em alguns momentos como algumas ou a maioria das mães? Em quais?
Paulo: Não lembro de me sentir culpado. O que sinto geralmente é um grande senso de responsabilidade. Em situações onde sei que ela ficou (ou poderia ficar) triste por algum motivo, e que por isso talvez eu pudesse me sentir culpado, opto por conversar com ela e mostrar para ela um outro modo de ver a situação. De vez em quando, para não deixa-la triste, mudo o foco e proponho outra opção para ela. Entretanto, tem outros momentos em que ela fica triste por ser contrariada, neste caso, mesmo sabendo que a situação não a agrada, não me sinto culpado pois sei que o que estou fazendo é o melhor a ser feito naquele momento. Educar (infelizmente para ela e para mim) não é deixar ela fazer tudo o que quer, mas dar os devidos limites e explica-los.

Mamãe em Construção: A ajuda e estímulo da esposa é importante para ser um pai participativo? Porquê?
Paulo: Acho que ser um pai participativo de fato depende da ajuda e de certa forma do estímulo da esposa. Depende da ajuda da esposa no sentido de propor atividades que talvez eu não propusesse de imediato como brincar com alguns brinquedo (geralmente a minha proposta inclui brincar chão, brincar de bola e de correr com ela). Quanto ao estímulo da esposa, acho que tão importante quanto estimular é não desestimular e confiar que o pai terá tanto cuidado com o filho, uma vez que ambos são igualmente responsáveis (no sentido amplo da palavra).

Mamãe em Construção: Porque achas que ser presente é importante para a vida da tua filha?
Paulo: Estar presente na vida dela é importante não só para minha filha mas para nossa relação como um todo, pois cria momentos de cumplicidade o que dá a possibilidade de transcender apenas o status de pai, mas também o de amigo, confidente,...


Mamãe em Construção: O que a Giovanna te ensinou nesses 5 anos?
Paulo: A Giovanna nestes 5 anos me ensinou a ser mais responsável, a ser ainda mais prudente (quando por exemplo estou com ela no carro), a otimizar ainda mais o meu tempo para poder curtir cada momento (que já neste cinco anos, passaram muito rápido) e a me fascinar com pequenas mas importantes mudanças (como os primeiros passos, o primeiro dente, a vontade de querer aprender a ser independente, ...).


Mamãe em Construção: Um recado para os papais que nos leem.
Paulo: Aproveitem cada momento com seus filhos para que vocês possam ser grandes amigos/companheiros/cúmplices deles.


Paulo, só tenho que te agradecer muito por teres topado participar dessa semana tão importante aqui no blog. Pois como já disse em outros posts, precisamos que cada vez mais os pais se sintam parte da criação dos filhos como um todo e não apenas como expectadores das decisões das mães.

E preciso dar o meu relato referente ao Paulo, a minha cunhada teve que fazer uma cirurgia arriscada para o nascimento da Giovanna, não foi apenas uma cesárea comum (ela já contou aqui no blog), então como ela perdeu muito sangue e o corte era muito maior, ela não podia fazer qualquer esforço. Quando a Giovanna chegou da maternidade, ela precisava de um banhinho e foi quando o Paulo disse que ele daria. E assim foi, eu só o ajudei entregando sabonete e a toalha no final, tudo ele dizia "me ensinem que eu faço". E isso foi muito bacana, pois vou dizer, que eu nunca tinha visto um pai com essa atitude antes, normalmente, quando tem ajuda de madrinha e avó eles aceitam delegar, mas o Paulo não, muito pelo contrário, ai de ti que quisesse fazer.

Parabéns, Paulo, por seres um pai tão legal, amoroso  e participativo para a Giovanna!

Vão me dizer se não foi legal conhecerem o Paulo? 

Semana Paternidade Ativa: Papai On Line

Ontem começamos o especial da semana sobre a paternidade ativa e quem começa a rodada de entrevistas por aqui, é um papai que conheci no mundo do instagram. O Marcelo mostra uma paternidade leve, compartilhando as experiência e momentos com o Fefê e com a esposa Michelle e dando boas dicas de paternidade. 


Mamãe em Construção: Tu tivestes um pai presente? Pai e mãe casados? Como era o formato familiar na tua casa?
Papai On Line: Sim! Meu pai foi presente, mas devido sua cultura e época ser diferente dos dias de hoje, não exercia uma paternidade ativa. Agradeço muito tudo o que ele fez, foi um pai zeloso, orientador, supridor e amoroso. Meus pais eram casados sim e meu pai faleceu em 2011. Hoje minha mãe mora sozinha. Tenho  um irmão mais velho (37 anos).

Mamãe em Construção: O que teu pai é para ti?
Papai On Line: Meu pai era um homem muito correto, prestativo e amoroso. Um exemplo a ser seguido na minha visão. Sempre estava disponível a ajudar o próximo. Fez de tudo para nos dar um bom estudo e nos educou muito bem graças a Deus.

Mamãe em Construção: Quando em tua vida pensaste em ser pai, tu já tinhas uma posição de como querias ser nesta tarefa?
Papai On Line: Eu e minha esposa Michelle nos casamos em 2003 (Eu com 25 anos e a Michelle com 23 anos) e decidimos que nos primeiros anos, iríamos trabalhar muito para nos estruturarmos e também viajar para curtirmos um pouco. Após isto pensaríamos em filhos.
Em 2013 decidimos que estava na hora de deixarmos de ser um casal e formarmos nossa família. Sempre desejei ser pai, mas não imaginava que eu seria tão presente na vida dele. Após o nascimento do Fefê tudo mudou! Quando eu olhei para aqueles olhos, meu coração foi preenchido por um amor que nunca imaginei. Naquele momento, prometi  que seria o melhor pai do mundo para ele e que dedicaria minha vida a ele.


Mamãe em Construção: Desde o início fostes um pai participativo, que troca fraldas, dá banho, coloca para dormir ?
Papai On Line: Sim! Desde o primeiro dia ainda na maternidade fui super presente! Trabalho fora em horário comercial, mas sempre que posso, meu tempo é para ele. Como a mamãe leva para escola e busca, no período da tarde/noite dividimos as tarefas! Brinco com ele enquanto a mamãe faz o jantar. Após este horário é minha responsabilidade: banho, mamadeira e colocar para dormir.

Mamãe em Construção: Precisaste de ajuda para cumprir algumas tarefas?
Papai On Line: Não, inclusive aos sábados a mamãe trabalha meio período e eu fico com ele. Faço a almoço para ele e para nós também! Amo cuidar dele em qualquer momento. 


Mamãe em Construção: O que a paternidade te mudou?
Papai On Line:Tudo mudou! Me fez ter ainda mais vontade de viver, pois preciso cuidar, educar e conviver com ele! Quero ser um pai presente! Levanto a bandeira da Paternidade Ativa!

Mamãe em Construção: O que queres deixar para o teu filho?
Papai On Line: Quero que ele ame o próximo! Que ele espalhe amor sempre! Que ele seja rico em sentimentos e que contagie as pessoas a sua volta. O restante será consequência! Me esforçarei para ele estudar e seguir um belo caminho profissional e já oro por tudo isso mesmo antes dele nascer! 

Mamãe em Construção: Um recado para os papais neste dia dos pais que se aproxima:
Papai On Line Desejo a todos os papais que viviam a paternidade ativa em sua vida com muito amor e dedicação, pois o melhor que podemos deixar para nossos filhos nesta vida é o exemplo! Um Feliz dia dos Pais a todos!


Marcelo, muito obrigada por ter topado participar da Semana do Mamãe em Construção sobre Paternidade Ativa, precisamos de mais e mais papais que entendam que papel de pai é participar de todos os momentos ativamente.

Sigam o Marcelo no Instagram @papaionline, facebook /Papaionline, twitter @onlinepapai, no google + está como Marcelo Fernandes e não esqueça de passar pelo blog que faz pouco que saiu do forno www.papaionline.com.br Vocês vão adorar!!!

O que é ser pai?

Imagem retirada da internet

O que é ser pai? Algum dia já te perguntaste isso? Tanto para ti mamãe, quanto para ti papai.
O que realmente é ser pai? 
Bom, eu sou filha de mãe solteira e fui aprendendo aos poucos o que era o significado de pai, já que eu nunca tive essa referência. Já contei aqui que eu tinha o meu padrinho, meus tios, mas nenhum deles tomou o papel de pai na minha vida. 

Aos poucos até tive contato com aquele que deveria tomar esse papel, mas fui vendo que não é bem assim. Não é por que a minha mãe não me fez sozinha, que só aparecer te dá o direito de ser meu pai. Vocês não acham? Eu acho.

Aí, depois de anos, depois de conhecer vários pais dos meus amigos, depois de conhecer o meu sogro, depois de ver o meu marido como pai, eu, uma pessoa totalmente sem influência, já que sem referência eu sou quase imparcial, tenho o meu significado.

Ser pai, é ser mãe. 

Agora muitas mães devem estar querendo o meu fígado, pois vão dizer, mas eles não sentem a dor do parto, a mudança no corpo, não amamentam... Mas e por isso posso dizer que ele ama menos do que eu? Que ele não tem as mesmas qualidades e a mesma importância que eu tenho para a vida da minha filha? Desculpem, mas eu penso que não.

Mas papais, se vocês agora estão se achando, se acalmem, pois estou falando apenas dos pais presentes, aqueles que fazem o seu papel de pai. Aqueles que amamentam, trocam fralda, colocam para dormir, contam historinhas, mandam o lobo mal embora do quarto, dançam na sala, brincam de boneca, de carrinho, de cavalinho, ou mesmo aqueles que não sabem trocar fralda, nem dar banho, mas fazem os outros quesitos. 
Sim, porque uma mãe só é uma mãe se ela é presente, pois só parir também não te dá o direito de te equipar a um pai que se faz pai. Pois mães também somem, mães também abandonam, mães também delegam suas responsabilidades e algumas vezes não podem nem ter o direito de serem chamadas de mãe por causa disso.

Pai é aquele que está presente, sei que algumas vezes para os homens é difícil trocar fralda, trocar a roupinha, dar o banho, mas seja presente apoiando a mamãe, pegue a roupa, a toalha, pegue a fralda suja para colocar no lixo, limpe a banheira, pegue a água. Pois eu sei que para muitos homens que muitas vezes não foram criados dessa forma, é difícil de entender que pai também pode fazer tudo que uma mãe faz e a nossa sociedade também está começando a entender tudo isso e dar adeus ao machismo que imperou nela durante muitos anos.
Ser pai, é estar presente, é se fazer presente até nos momentos que se ausenta, é dar amor, carinho, ensinar, criar. Criar, isso, um pai, só é pai se criar. Sabe aquela propaganda "não basta ser pai, tem que participar", é isso, simples e basicamente isso, tem que participar.
Seja um pai participativo, pois para estares no futuro do teu filho, tens que estar no presente dele. 

Então, essa semana resolvi juntar alguns pais que resolveram que só assistir a paternidade passar não bastava, não bastava ajudar e sim ser pai por completo, pai que participa, pai que o filho pode correr em segurança. 
Amanhã começam as entrevistas, espero que vocês gostem, pois tem uma participação super especial de um Papai Pop que está no topo das paradas.

Pai

aprendendo a ser pai

Eu não sei quantas vezes vejo reclamação por parte das mamãe por causa dos maridos tanto na internet como de amigas e conhecidas ao vivo. Vou tentar te ajudar um pouquinho e ajudar os papais também nessa discussão sem fim.
Não vou mentir aqui e dizer que algumas vezes não rolou ou não rola um: tô precisando que faças mais. Mas depois de muita conversa e a Malu quase completando 2 anos a conversa tá mais tranquila e a cobrança menor. 
Lembro que quando estava grávida achava o máximo ela mexendo na barriga, chamava ele toda vez que acontecia, nas primeiras vezes euforia, mas depois ele só dizia "ahh que massa!" e eu ficava péssima. Conversando com outras amigas elas diziam a mesma coisa e depois de conversar com o marido vi que a gravidez é muito diferente para os dois.
Pra mulher é "simples", ela descobre que tá grávida e tudo começa a mudar, normalmente a mulher vai sentir os enjoos, dor no peito logo no começo e isso já vai fazendo com que ela entre no clima da gravidez e tenha certeza que ela está carregando um bebê dentro dela. Pro marido, não, eles não sentem nada, a mulher nem barriga tem e eles não conseguem ter a dimensão exata do que está por vir.
A barriga começa a crescer e todo mundo já sabe que tu vais ser mamãe, tu podes estar sozinha na fila da padaria que todo mundo sabe que tu vais ser mamãe e já vem perguntar sexo, quando vai nascer, se sentiu enjoo, já vai falar mil mandingas e mais um pouco. Mas com o marido todo mundo só sabe que ele vai ser pai quando ele está contigo ou quando ele fala, do contrário ele será o mesmo homem que vai todos os dias comprar o pão na padaria. Dá pra notar o quanto começa a ser diferente para os dois? Tu já és mãe e ele ainda é o mesmo homem de sempre.
O bebê começa a mexer, a gente sente, eles têm uma dificuldade imensa de entender a mexida do bebê na tua barriga, claro que depois com chutes fortes fica bem mais fácil, mas enquanto tu já estás sentindo a tempos, eles ainda vão demorar pra ver e sentir todas essas mexidas. E aí surgem as frustrações da mãe, pois a gente como mulher tem a necessidade de fazer o outro entender o que estamos sentindo, mas os maridos não tem essa necessidade e acho que existe um pouco de desapontamento por parte deles também por causa disso e aos poucos eles preferem deixar para quando o bebê nascer.
Logo que eu descobri que estava grávida um amigo nos disse o seguinte "Não adianta, a Sabrina vai começar a te mostrar o bebê mexendo a barriga vai crescer, mas tu só serás pai quando nasce! Quando nasce parece que tudo vem em ti quando tu recebes aquela coisinha pequena nos braços!"
Pronto, aos poucos eu fui me lembrando daquilo e entendendo e o marido também foi me falando um pouco disso, bem aos poucos, pois eles não gostam de nos tirar a animação de dizer que não sentem o mesmo que nós. E não adianta pensarmos que eles são péssimos pais, eles ainda não tem noção do que está por vir e acho que nem a gente mesmo, mas sentimos.
Mas mesmo assim não é motivo de tu não conversares com o futuro papai do que sentes, quais são teus sentimentos com tudo isso e, o mais importante, o que espera que ele faça e como seja como pai. Digo que essa é uma conversa boa para se ter até antes de engravidar, pois isso pode ser determinante nas tuas decisões. 
Pois podes estar contando com um pai participativo, fazendo seu papel de pai, mas ele vai ser o que acha "que coisa de filho é coisa de mulher", então pode ser que precises de um aparato de alguém pra te ajudar a cuidar ou alguém pra cuidar da casa e assim por diante. Mas podes contar com um pai super participativo e que faça o seu papel, pois lembre-se que ele não está te ajudando ele está fazendo apenas o que um pai deve fazer, e assim não precises de babá e nem de uma empregada para todos os dias, mas converse com ele!!!
Aqui sempre teve essa conversa, dei exemplos de como eu queria que ele fosse como pai e tudo mais, não houve surpresa pra ninguém. Muito menos pra ele de que com certeza eu o cobraria depois.ehehe
E quando o bebê nasce tens que deixar que ele faça as coisas, trocar fralda, dar banho, colocar pra arrotar, tudo. Não mamães, não é fácil! Vocês devem estar pensando "vou ter que ter paciência com meu marido, então?" Não! Eles é que terão que ter conosco, pois ficamos 9 meses com aquele serzinho indefeso na nossa barriga e quando eles saem do nosso casulo a gente acha que ninguém vai fazer todas as tarefas com o bebê como a gente. Achamos que só nós estamos certas e que o marido sempre faz tudo errado.
Lembro que o primeiro banho da Malu foi dado em conjunto, eu o papai naquela árdua tarefa, já que ela gritava muito, mas conseguimos. Depois de uma semana o marido teve que viajar e ficou eu e a minha mãe com a Maria Luísa e começamos a ter um outro jeito de dar banho e que era bem melhor do que o ensinado na maternidade. 
Quando ele voltou de viagem quis dar banho e deixamos, mas quase morremos do coração, pois ele pegava a guria toda torta, quase colocou o rostinho dela na água, mas fui ajudando e mostrando o novo jeito. Era uma missão quase impossível pra mim, pois eu achava que ele iria afogá-la, machucá-la ou qualquer coisa assim. Mas ela saiu ilesa a tudo, graças a Deus.kkkk
A tarefa de colocar roupa depois do banho tinha que ser rápida por causa do frio e poderia ocasionar cólicas, aí eu tomava esse posto, pois achava que ele sempre fazia devagar (até por medo) e ela chorava demais. Isso nós concordamos, mas nunca houve um dia que eu tenha dito "sai daqui que eu faço tudo sozinha", pois eu queria que ele estivesse ali sempre fazendo, mesmo sendo certo ou errado e ele também queria estar ali. Claro que eu escutei o contrário "deixa eu fazer e sai daqui". Mas coitado, como escutava.
Se o teu marido não tem coragem de dar banho ou de trocar, ele pode buscar a água do banho, limpar a banheira, levar a roupinha suja pro tanque ou outras milhares de coisas que envolvem a vida de um bebê. Faça isso! 
Normalmente os homens são ensinados a vida toda que brincar de boneca é coisa de menina e nós mulheres tratamos nossas bonecas como filhas e quando as filhas de verdade chegam o marido pode achar a mesma coisa "isso é coisa de menina", mas não é. Mostre a ele diferente e não deixe que a família influencie nessa conversa de vocês, pois já vi irmã tirando o irmão (pai do bebê) das tarefas de vestir o bebê, pois "ele não sabe" (isso não aconteceu conosco). Mas ninguém nasceu sabendo, não é verdade?! Ele vai aprender e conseguir. 
Conosco na maternidade as enfermeiras iam trocar a fralda até eu ter condições de fazer, mas meu marido que quis aprender e ele que trocou todas as fraldas na maternidade, eu só ajudava. Faça o mesmo! (Daqui a pouco vou ter uma enxurrada de emails de maridos furiosos comigo, pois as mulheres querem que eles troquem fralda. Eu aguento, podem dizer que fui eu que mandei). Mas é isso mesmo, lembram daquela historinha "eu não fiz sozinha", coloquem em prática. 
Mas entendam que vocês devem deixar que eles sejam pais, é difícil pra gente no começo, mas pro resto da vida será excelente para os dois ou melhor para os três ou quatro ou cinco...
Ahhh sim, meu marido continua pedindo que eu arrume a mala da Malu, pegue a roupa pra escola, pedir que eles combinem roupa já é querer demais.

quando a mãe se torna mãe
O dia que eu comecei a ser mãe.




pai engajado
O dia que ele começou a ser pai.










































Beijos.
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