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Eu sofri bullying

bullying

Antigamente não conhecíamos esse nome, mas se sofria da mesma forma. Acho que não tínhamos relatos de ninguém se matando por causa disso, pois não tínhamos a internet e as redes sociais para que tudo fosse pior ou que as informações se propagassem. E posso dizer, tenho medo do futuro da minha filha por causa disso.
Eu sofri muito com as brincadeiras e discriminação tanto na infância quanto na adolescência. Acho que o primeiro caso que eu lembro, foi de uma professora, a mesma que me forçou a fazer um desenho para o pai que eu não tinha (bem querida ela, né?), mas vou dizer para vocês que ela tinha bem cara de pessoa tranquila e amável e assim ela falava as coisas ferindo as crianças lentamente sem que fosse tão brutal quanto um grito pudesse ser. 
Depois foram as fases das mudanças e cedo eu já tinha muitas espinhas, então comecei a sofrer com isso. Mas vou dizer, nada parecido com o que eu sofri quando adolescente. 
Bom, depois que minha avó faleceu o dinheiro lá em casa apertou e a saída para continuar estudando em escola particular foi conseguir uma bolsa. E foi exatamente isso que a minha mãe fez, foi o melhor para os meus estudos, mas complicado para eu não me sentir menos do que os outros. 
Eu me sinto a pessoa ame ou deixe-o, sabe?! Sei que não sou uma unanimidade, pois desde sempre não aceitava a história de dançar conforme a música. Claro que isso fez com que eu sofresse a vida inteira. 
No último ano nessa escola umas meninas me perseguiram sem parar, até que um dia eu cansada soltei uma piadinha sobre elas no meio da sala (eu sei, eu pedi). Bastou para que uma delas resolvesse me bater. Mas acho que eu estava com tanta raiva de tudo que tinha sofrido, que no final, quem acabou apanhando foi ela. Nem imaginava a força que eu tinha, mas o que uma raiva acumulada não faz?! 
O problema maior foi quando acabou o 1º grau e eu precisei trocar de escola, já que a minha escola só ia até a 8ª série. 
Eram colegas que eu não conhecia, a maioria de famílias com dinheiro e já tinham seus grupinhos (eu era de uma cidade pequena). 
Primeiro sofri pela minha fisionomia, lembram que a gente estava com problemas financeiros, então, precisava usar aparelho nos dentes e naquela época era super caro e neste ano não tinha como eu colocar. Então muitas vezes ficavam com brincadeirinhas com isso. 
Depois eu ainda consegui fazer inimizade com algumas meninas e elas fizeram questão de todo momento que pudessem me humilhar publicamente. E eu contava tudo para minha mãe, mas minha mãe mesmo tentando intervir era complicado.
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Adendo sobre a minha mãe, ela além de ser mãe solteira, também é filha de mãe solteira. Uma vez voltando da escola foi atacada por um cara na rua, chegou em casa chorando e foi contar para a minha avó e a minha avó não fez absolutamente nada, pois como era mãe solteira achava que tinha que aceitar tudo que faziam a elas. Naquele dia minha mãe prometeu para ela mesma que sempre iria defender a futura filha dela, não importasse o que fosse. 
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E isso minha mãe fez sempre, até algumas vezes exagerava. Mas hoje entendo mais ainda que tudo que ela fez foi para que eu não sofresse, porém é complicado num ambiente escolar, já que precisamos conviver todos os dias com as pessoas que nos atacam.
Com a minha fisionomia depois de um tempo aprendi a entrar na brincadeira e acabei virando amiga dos meninos que me incomodavam. É aquela história, se não pode com eles, junte-se a eles. E do mesmo jeito que eles soltavam brincadeiras para mim, eu soltava para eles e tudo ficava tranquilo. 
Eu fiz magistério nessa escola e então tentava andar mais com as meninas que faziam magistério também do que com os colegas que faziam ensino médio normal. No primeiro ano eles juntavam as turmas e não tinha divisória entre magistério e ensino médio, isso só aconteceu no 2º ano. 
Só que a menina que eu comecei a andar mais, já estudava desde pequena na escola e tinha uma certa condição melhor que a minha. Um dia resolvemos ir em um show e ela chamou as amigas que eram de outra escola para irem também. 
Mas do nada ela disse que não tinha como me dar carona. Ok, tentei entender mais ou menos e fui com os meus primos. Quando estava chegando no local do show, bem na frente, lá está essa minha "amiga" saindo do carro do pai dela com as 2 amigas. 
Olho para o carro e notei que não tinha qualquer motivo para ela não me dar carona, mas tudo bem, era uma idiota e fiquei andando com elas no show. 
Passado alguns dias noto que essa minha "amiga" não quer mais falar comigo, estava estranha. Até que um dia resolvi ligar para ela para saber o motivo e me falou sem pestanejar "minhas amigas te odeiam"
Desliguei o telefone muito triste e chorando muito. Depois ainda descobri o motivo do ódio delas, eu não tinha carro.
Vocês conseguem imaginar como é isso? Que valores essas criaturas tinham recebido? Como é que uma pessoa pode não gostar da outra por causa de bens materiais e não por caráter, simpatia...
Ainda sofri com essas pessoas no meu segundo ano do segundo grau e no terceiro ano aos poucos eu conseguia me virar. Tinha 2 amigas de sempre e convivia mais com a galera que não era da minha turma e me aceitava pelo que eu era e não pelo que tinha (amigos que tenho até hoje). 
Posso dizer que eu sofri muito por isso, mas a vida continuou.
O meu outro problema era que eu me identificava muito mais com os meninos na hora de ter qualquer relacionamento do que com as meninas. Eu era aquilo, se eu gostava, gostava apenas daquele e era isso. Tive colegas que mesmo sabendo que eu gostava do menino ficavam com ele e eu não brigava, pois nunca quis colocar os namoricos na frente das minhas amizades. Mesmo algumas delas ficando apenas para mostrar poder. 
Mas a maioria das meninas não pensam assim e isso era um problema, pois como eu pensava diferente, no momento que elas me diziam que não gostavam de fulano de tal, era carta branca pra eu poder ficar com o menino se eu estivesse afim. 
E sendo assim, tive problemas com isso. Mais precisamente no meu 1º ano da escola nova que aguentei meninas que tomaram as dores de outra que nem ficou de mal comigo e resolveram me perseguir, fazer musiquinhas e coisas piores para me humilhar. E frisando, a menina que teria sido "atingida" nunca brigou comigo, muito pelo contrário.
Nunca fiz por mal, muito pelo contrário, era apenas uma soma de fatores, pensar como os meninos de que se o guri não quer estar comigo e sim com outra a vida segue e eu não vou ficar brigando com ninguém por causa disso e minha baixa auto estima de ver que um menino que outras meninas achavam bacana estava interessado por mim. 

Imaginem que aconteceu tudo isso, que para alguns pode até ser besta, em épocas antes da internet, imaginem se existissem redes sociais? Certo que o grupo que gostava de me atacar no meu primeiro e segundo ano de escola teriam me feito coisas horríveis em um facebook, por exemplo. 

E é disso que tenho medo, pois não sei o mundo que espera a minha filha, qual o tamanho da maldade. Quantos pais que não entendem que isso começa na infância e o que fazem perto das crianças são exemplos que arrastam. Já notei algumas coisas chatas aqui no condomínio com a Malu e encontrei esse relato da Mari do blog Caderninho da Mamãe que corrobora um pouco com o que falei "Bullying infantil. Ou sobre quando minha filha foi rejeitada."

O que isso trouxe para a minha vida é que mesmo com a minha auto estima tendo ficado mais elevada com o passar dos anos, algumas vezes, ainda me sinto voltar para a adolescência nos tempos de colégio. Com pessoas que ainda valorizam mais o ter do que o ser, com panelinhas e atitudes mesquinhas e essas pessoas depois têm filhos e passam esses valores distorcidos para as crianças. 
Sinceramente, espero muito que isso mude, mas aos poucos vejo que só o que posso fazer é preparar a minha filha e ensiná-la que o que conta é o coração. 
Torço para que muitos outros pais façam o mesmo!

discriminação
Imagem retirada da internet
* Esse texto foi editado depois de fazer mais algumas análises de mim mesma.

Meu filho pode ter autismo

autismo
Foto Teca Avelar

No dia Mundial da Conscientização do Autismo eu contei um pouquinho sobre o meu sobrinho Ugo lá no instagram. Hoje, a Sandra, mãe do Ugo vem contar um pouquinho mais sobre a história do Ugo e como foi receber a notícia de que ele poderia ter autismo, o acompanhamento e o desenvolvimento dele.
Antes podes ler um pouquinho mais sobre o Ugo aqui, pois ele já participou do blog tempos atrás. 

autismo
Esse é o Ugo! E eu amo essa foto. Esse OK foi feito pra mim depois de eu tê-lo amassado bastante. É quase um "Ok! Tia Sabrina, eu gostei, mas pode parar".

"Ugo foi um bebê muito esperado, planejado e amado. Veio ao mundo de parto cesáreo com 38 semanas de gestação. Começou a frequentar a creche com 7 meses. Atingiu todos os marcos do desenvolvimento dentro do esperado, até... 
Quando Ugo tinha 2 anos e 2 meses fui chamada na escola para ouvir o que eu já sabia, mas insistia em negar: Ugo não estava estava desenvolvendo a linguagem como era esperado para uma criança da sua idade, quando falo linguagem digo a verbal e a não verbal. Ugo tinha dificuldade em se comunicar e isto estava prejudicando a sua interação com os amiguinhos.  
Moral da história, fomos encaminhados para uma fonoaudióloga. Com três meses de terapia com a fono decidimos marcar uma consulta com um neuropediatra. Não vou enganar, a consulta com a neuropediatra foi tensa. Saímos de lá com um monte de exames nas mãos para fazer e um possível diagnóstico: TEA ou Transtorno do Espectro do Autismo. Saí do consultório arrasada, preocupada, angustiada.... O que seria do futuro do meu Ugo?
Uma outra hipótese era o Ugo ter alguma deficiência auditiva. Tentamos fazer a audiometria, mas não tivemos sucesso, então partimos para o BERA. Mais um sofrimento para a mamãe aqui... teve que ser com anestesia geral. Exame feito, detectou um problema de condução em um dos ouvidos. Ele ouvia perfeitamente, mas a resposta chegava com atraso, como se ele ouvisse com delay. Segundo o médico este problema se resolveria sozinho e daqui alguns anos eu ia pedir para ele parar de falar. E, era muito importante estimular com terapia com fono, escola e parquinho. Ele precisava de outras crianças.
Voltamos com os exames para neuropediatra, além do BERA ele também fez um eletroencefalograma que deu normal. Ela não deu muita importância ao resultado do BERA e, como era cedo para um diagnóstico continuamos com a terapia com a fono.
Com três meses de terapia com a fono o Ugo parecia outra criança, começou a interagir, tentar a comunicação. Estava descobrindo o mundo.
Dois sintomas me incomodavam muito: a falta da comunicação e a agressividade. Como ele não conseguia pedir o que queria falando ele sentava o braço. Isso era comigo, com família, com amiguinhos... e, por isso não baixávamos a guarda. Sempre que o comportamento inadequado aparecia, corrigíamos.
Quando o Ugo estava com quase quatro anos decidimos, por orientação de uma amiga, colocar o Ugo na psicóloga. Ele faz duas vezes na semana, uma individual e outra em grupo.
Isso foi em 2015. 2015 foi o ano do Ugo. Ele começou o ano sem falar e terminou tagarela. Sempre me perguntam o que mais ajudou? Eu vou responder: TUDO. A fono, a psicóloga, a escola, a mediadora da escola, os amiguinhos, a família. Foi um trabalho em equipe.
Se eu posso deixar um conselho é: não espere diagnóstico para agir. Se existe suspeita de diagnóstico, existe sintomas e, estes sintomas podem ser tratados antes de diagnóstico não fechado
Até hoje o diagnóstico do Ugo não foi fechado, mas como ele apresentou sintomas do espectro no passado ele está num diagnóstico não fechado ainda.
Mais um conselho, não esconda seu filho. Eu sei que é complicado, para mim também foi. Principalmente quando ele batia nas outras crianças, nem sempre as outras mães entendiam. Mas valeu a pena! 
Se eu tivesse isolado o Ugo, ele nunca ia aprender a conviver, a ser criança com outras crianças. Eu podia ter produzido um grau mais severo do TEA do Ugo, por medo de incluí-lo.
Ainda estamos na luta, mas hoje vemos progressos diariamente. Ugo não precisa mais de mediação na escola e se comunica muito bem. A fala melhora a cada dia e ele é um tagarela, fala o dia todo.
Foi fácil? Não. Valeu a pena? Sim, vale a pena cada minuto. Hoje eu sou uma mãe que não imaginava ser, sou melhor. Aprendi a dar valor ao que realmente importa. Aprendi a correr atrás. Conheci pessoas maravilhosas.
Acabou aqui? Não... Ainda teremos muitas conquistas pela frente."

disgnóstico de autismo
Fernando (pai do Ugo), Ugo e Sandra (mãe do Ugo)

Primeiro ano de escola da Maria Luísa


Quem já acompanha o blog desde o começo do ano sabe que optei por colocar a Maria Luísa em uma escola regular esse ano. Fiquei super dividida no começo, pois tinha conversado com a dona e psicóloga da escolinha que ela estava em Cachoeira do Sul e ela tinha me orientado em continuar com ela em uma escolinha, pois achava que ela ainda era muito novinha para uma escola regular e que na escolinha ela teria uma melhor atenção.
Mas procuramos muito e eu não amei nenhuma escolinha, todas me deixavam sempre em algum ponto incomodada, então optamos pela escola regular, que desde o primeiro momento eu amei, me senti segura e achei que ali seria um excelente lugar para ela crescer, estudar, se desenvolver, criar vínculo. Hoje, chegando quase ao fim do primeiro ano dessa escolha posso dizer tudo a vocês sobre o que eu achei.
Quando escolhi a escola pensei em alguns pontos que para mim eram importantes, o estilo do ensino, o espaço físico, a alimentação, a escolha de uma segunda língua, a possibilidade de fazer atividades extracurriculares no próprio ambiente escolar. A escola da Malu tem todas essas opções e mais um pouco, a parte da Educação Infantil é separada do restante da escola, o que ajudaria caso ela tivesse algum receio dos "grandes", mas nem é o que acontece, pois sempre quando ela pode quer ir para o prédio do Ensino Fundamental.
Durante o ano a escola não me satisfez 100%, pois queria muito que ela fizesse uma atividade extracurricular e eu não consegui fazer a sua matrícula. A Malu não conseguiu vaga no ballet, pois a escola disponibiliza apenas 10 vagas para 3 níveis e fica bem complicado para a quantidade de turmas que tem nesses 3 níveis. Mas isso foi apenas 1 ponto, pois todo o resto e que é muito, foi super satisfatório.
Eu estou adorando a escola, as professoras, a turma que ela está, os pais, as atividades oferecidas, o desenvolvimento dela na escola.
Com certeza a maior dúvida de vocês é o que realmente achei de diferente entre a escolinha e a escola regular. A escola da Maria Luísa tem um atendimento muito diferenciado e individualizado, a professora conversou conosco antes das aulas começarem e perguntou tudo sobre ela, se usava chupeta, se usava fralda, se dormia durante o dia, se os pais eram casados, quem morava em nossa casa e assim por diante. Na escolinha dela eu não tive isso antes  dela entrar, somente quando já estava fazendo a adaptação e nem todos esses itens foram abordados.
Algo muito importante, as professoras são experientes, o normal das escolinhas são professoras muito novas, algumas (em Cachoeira do Sul) ainda estavam fazendo faculdade, enquanto na escola todas são formadas e com alguns anos de experiência, o que faz toda a diferença na hora de ensinar e se manter na escola. No último ano na escolinha da Malu tivemos o problema com a troca de professoras e isso é muito ruim para crianças dessa idade que precisam de confiança e passam por período de adaptação. Na escola ainda tem a auxiliar da professora que é mais nova, mas também não é trocada durante o ano. Isso faz com que as crianças consigam manter a rotina sem sustos e sem medos.
Item mais do que importante, o desenvolvimento e aprendizado escolar, eu gostava da escolinha da Malu, estilo de avaliação e o acompanhamento dos pais ao crescimento com uma pastinha, mas vejo o quanto a Maria Luísa cresceu esse ano. No começo eu ficava na dúvida se o crescimento teria acontecido somente pela idade ou pela escola, mas com o final do ano chegando vi que foram as duas coisas que aconteceram. A escola ajudou muito no crescimento dela, na forma dela falar, vejo o quanto o aprendizado na língua inglesa foi rápido para uma criança que começou seu contato real apenas em março.
Nós sempre colocamos desenhos em inglês, falamos algumas palavras fáceis, mas somente com as aulas na escola vimos o seu crescimento. A Malu já conta até 10 em inglês, fala várias expressões em inglês, já reconhece as cores e algumas frutas em inglês. Isso foi mérito da escola, pois em casa ela não teria um crescimento tão rápido e na escolinha que tinha aulas de inglês esporádicas também não conseguiria (existem escolinhas bilíngues e nessa parte já seria diferente). 
O crescimento da Maria Luísa esse ano se mostrou muito na fala, no sentar e parar bastante tempo para desenhar, ela já consegue desenhar quase um corpo humano completo com cabeça, olhos, boca, pescoço, barriga, braços, pernas, mãos, pés, orelha, cabelo e umbigo (sim, ai de quem esqueça o umbigo), eu digo quase completo pois algumas vezes ela esquece alguns desses itens, também rapidamente consegue montar um quebra cabeça de peças grandes, conta super bem e já passa do número 10, consegue identificar e contar quando tem vários lápis, bolinhas e ter a noção de quantidade, expressão corporal, facilidade em decorar várias e várias músicas.
A escola da Maria Luísa é grande, se continuarmos para todo o sempre em Porto Alegre ela poderá estudar lá até o final do 2º grau, mas vejo que todo mundo que trabalha lá conhece as crianças individualmente. Todos tem um grande carinho pelos alunos, chamam as crianças pelo nome e isso tem uma diferença enorme para nós que confiamos nossos filhos por algumas horas e vários dias da semana para essas pessoas.

Eu sei que alguns pais, como eu, tem de colocar seus filhos em escolinhas antes da idade que a maioria das escolas regulares aceita, mas pela minha experiência, afirmo, que quando a idade chegar para poder colocar na escola da sua escolha, faça a troca, pois tu vês uma outra criança, um outro desenvolvimento e a criança cedo já começa a se adaptar com aquele lugar que vai conviver durante muitos anos de sua vida. Eu não me arrependo em nenhum minuto de ter a colocado na escola no lugar da escolinha.
Mas tente sempre com que essa criança não necessite fazer tantas trocas e adaptações, se eu tivesse optado por uma escolinha eu provavelmente teria que fazer muitas adaptações em poucos anos. A Maria Luísa em Cachoeira já teve que fazer 2 adaptações por causa da alergia respiratória dela que me fez tirá-la da primeira escola e como já não estava tão satisfeita encontrei uma outra quando ela pudesse retornar ao convívio escolar. Depois nos mudamos para Porto Alegre, mais uma adaptação, e com 4 ou 5 anos ela deveria ir para a escola regular, mais um adaptação e podendo ainda depois o meu marido ser transferido e eu ter que fazer outra adaptação em pouco tempo. Pensando em tudo isso, vi como seria ruim para ela criar um vínculo e uma segurança, a filha tranquila para ir para a escola poderia se tornar uma criança que odiasse ir para o colégio, então a escola regular foi a melhor opção.


E eu que sei o quanto ela ama a escola, quando tem feriado escolar é um problema, pois ela reclama que quer ir para a escola e nas férias do meio do ano já estava morrendo de saudade. Imaginem como será nas férias de verão, vou enlouquecer, mas com certeza, sem me arrepender da minha escolha.

Adaptação escolar

Sim, estamos em abril e eu vou falar sobre esse assunto, uma por algumas mamães estarem no final das suas licenças maternidade e outra por encontrar ainda muitas mães nos corredores da escola da Malu com filhos grudados no pescoço, chorando e não querendo ficar.


Vou contar como foi a adaptação da Malu desde a primeira escolinha.
Ela foi para a primeira escolinha com 9 para 10 meses, pois eu queria estudar para concursos e precisava que pelo menos em 1 período ela ficasse na escola. 
Procure sempre uma escolinha que faça um período de adaptação exclusiva nessa idade, pois eles são muito pequenos e precisam ter certeza que terão bastante atenção e aos poucos vão aprendendo a curtir com os outros coleguinhas.
Outro fato importante, tens que tirar um tempo para fazer essa adaptação também, prefira o final da tua licença, não deixe para quando começares a trabalhar, pois estares na escola dá total segurança ao teu filho e se já estiveres trabalhando não conseguirás voltar rapidamente se o teu filho chorar.
Pense sempre que o começo é de segurança, tu tens que estar segura com a tua escolha e o teu filho tem que sentir essa segurança de que aquele será um lugar de momentos alegres e que ele pode se sentir em casa e acolhido.
Quando teve a adaptação da Malu na primeira escolinha a professora pegou um horário em que as outras crianças estariam dormindo para que ela pudesse dar total atenção a ela. A professora sentou no chão, espalhou vários brinquedos e ficou ali somente com ela e eu sentada um pouquinho mais longe conversando com a professora contando como a Maria Luísa era, como dormia, se usava chupeta, se tomava mamadeira e outros detalhes. 
Ficamos mais ou menos 1 hora ali e a Maria Luísa adorou. No outro dia voltamos e ela já sabia que teria contato com brinquedos diferentes e ficou toda feliz, ficamos umas 2 horas. Nesse dia ela já teve contato com os coleguinhas. 3º dia ela ficou entre 2 à 3 horas e eu tive que sair de cena. Saí firme e fiquei toda apreensiva esperando, como a escolinha tinha circuito interno conseguia ver tudo que acontecia. 
No outro dia aí eu já podia sair da escola (não que eu quisesse) e ela ficou quase toda tarde lá e no quinto dia foi como os outros coleguinhas para passar toda tarde.
A adaptação dela foi super tranquila, mas notei que algo importante disso sempre foi a minha segurança. No primeiro dia que tive que deixá-la na escola e sair, eu entrei no carro e desabei chorando, mas sabia que estava tomando a decisão certa e que seria bom pra ela e pra mim, só que para mãe é aquele momento que sentimos que nossos filhos não precisam exclusivamente de nós. 
Vou dizer a vocês que quando a gente acha que tudo foi resolvido naquela semana nós estamos redondamente enganadas, pois vem o final de semana e meio que volta a estaca zero, mas na segunda tens que ser forte, mostrar segurança e levar teu filho sem pensar em sofrimento. Nunca abrace demais na hora de deixar na escola, pois podes demonstrar insegurança para ele e ele vai chorar quando entrar.

Na segunda escolinha ela foi depois de ter ficado 3 meses em casa por motivo de doença alérgica. Aí ela já estava com 1 ano e 7 meses, ela já estava maiorzinha e super apegada a mim e aí pareceu que seria mais difícil. E no primeiro dia realmente foi, eu também entrei na salinha com ela, mas dessa vez ela já tinha contato com os coleguinhas e teve todo um ciúme deles quando chegavam perto de mim. Pois entenda, uma mãe perto das crianças é sempre uma mãe e eles amam ter a atenção dela. E a Maria Luísa não queria saber de desgrudar de mim e não aceitava que nenhum colega chegasse perto também. Teve muito choro, não queria dar muita atenção as professoras e só queria saber de engatinhar não queria nem andar. 
No segundo dia eu já não pude ficar na sala, a deixei com as professoras e fiquei na escola, as salas eram envidraçadas e eu conseguia ver o que acontecia na sala, mas ela não conseguia me ver e a Malu deu um pequeno chorinho, mas a professora já sabia como chamar a atenção dela e ela foi feliz da vida brincar com o que a professora sugeriu. Nessa escolinha a adaptação era de apenas 3 dias, mas foi o suficiente. 
Como a Maria Luísa já estava maiorzinha e já sabia caminhar, nós a levávamos até a porta da escola no colo, mas quando entrávamos na escola já a colocávamos no chão para ela ir caminhando e não ter aquele instinto de grudar no pescoço. 
Esse é o principal item para uma boa adaptação, se o teu filho já caminha leve-o caminhando até a sala de aula, pois a reação normal no colo é querer se proteger do que é estranho e virar o rosto e colocá-lo no teu pescoço. Aí nesse momento tu começas a sofrer, pois teu filho está chorando e ele ao perceber essa tua insegurança, chora ainda mais e também fica mais inseguro. 
Crianças maiorzinhas, como na idade de agora da Malu com quase 3 anos, é bom dar até a mochila para levar para se achar grande como os outros. A mochila da Malu é de rodinha e ela ama ser como os grandes que entram empurrando o próprio material. 
Não pressione, mas fale sempre como a escola é legal, que ele terá muitos amiguinhos por lá, fale como a professora também é bacana, que a escola tem pracinha pra brincar com os coleguinhas, mas sem pressão dizendo que ele tem que ficar na escola. Quando chegar na escola faça a tática de não pegá-lo no colo, se ele gosta de ser "grande", fale que os grandes não vão no colo e aponte os que passam. E não entre na sala de aula, só se a professora disser que pode ou sugerir que possa ser melhor, lembre-se que aquele espaço é a professora que manda e ela que tem a experiência necessária para saber se pode ou não entrar e normalmente é melhor que não entre, pois para conseguires sair é muito pior. A professora saberá encontrar elementos que façam teu filho prender a atenção e esquecer de ti (não sofram, será apenas por aquelas horinhas). 
Para as mamães dos menorzinhos em adaptação em escolinhas e creches, caso o teu filho durante a adaptação precise lanchar ou trocar fralda é a professora que deve ser incumbida dessa tarefa. Ali és apenas uma expectadora, não te ofereças para fazer e muito menos insista, já que algumas vezes as professoras podem ficar constrangidas em negar. Naquele local tens que transferir as tuas tarefas diárias com teu filho a professora e auxiliares, pois será com elas que ele passará as tardes ou até o dia todo.
Aos maiorzinhos que tem que esperar a hora de entrar na sala, como é no caso da escola da Malu que as crianças só entram na sala quando a professora chega, tente não chegar muito antes do horário para não criar expectativa e ansiedade, prefira sempre o horário bem próximo quando os outros colegas já estão e ele pode se entreter com eles ou bem na hora, para que a professora já esteja lá, pois para algumas crianças seu ponto de segurança é somente a professora e não os colegas. 
E nunca te atrases para buscá-lo, pois isso também causa ansiedade para crianças que estão em adaptação, cumpra o horário ou chegue até antes. Pois se o teu filho está com dificuldades de adaptação, um atraso teu e vendo os colegas indo embora ele pode achar que foi esquecido e no outro dia ele terá essa lembrança e encontrarás mais dificuldade dele ficar no outro dia.  
   

Decidindo pela escola

Já contei aqui no blog como escolhemos a escolinha da Malu quando morávamos em Cachoeira do Sul. Quando o marido foi transferido pra Porto Alegre corremos para procurar escolinhas ou escolas, foi tudo aquela correria.

Imagem retirada da internet.


Mas quando se chega em cidade grande tu te deparas com a tal "fila de espera", é muita gente querendo as mesmas escolas e aí começa o sofrimento. Várias que eu ligava me diziam que eu tinha que ter procurado setembro ou outubro, mas dava vontade de dizer que a minha bola de cristal estava com defeito e eu não consegui ter a informação que o meu marido iria ser transferido na última semana de outubro em uma quarta-feira. Assim, algumas escolas foram sendo excluídas da minha lista.
Conversei com um monte de gente, pois tinha uma grande dúvida, colocar a Malu em escolinha novamente ou colocar em uma escola regular que ficará, eu espero, por toda a vida. Visitamos algumas escolinhas, nos apaixonamos por uma e o buraco se abriu, na unidade que queríamos não tinha mais vaga para a idade dela e quando procuramos em outra unidade da mesma escolinha o preço era bem mais caro e nos contaram que a escola não era tudo isso e o pior, a escola cara fazia racionamento de comida. Tá de sacanagem, pago horrores pra minha filha não comer o necessário?!
Aí uma mãe que já estava tristinha que a filha ia deixar os coleguinhas na outra cidade entra em desespero com uma notícia dessas.
No primeiro dia de visitas às escolinhas e escolas, fomos em apenas uma escola. E eu amei! Fomos por indicação de uma mãe em um grupo, procurei na internet, vi que não seria longe do bairro onde pensávamos em morar e amei toda a estrutura. Quando fomos para a entrevista, fomos super bem recebidos, conhecemos toda escola e parecia que tudo se encaixava. Mas aí sempre rolava a dúvida "Será que a Malu não é muito nova para ir para uma escola tão grande?".
Essa escola tinha um ponto positivo a mais, pois a parte de educação infantil é separada do restante da escola. Então tem entrada separada e assim não ficam com a pressão dos maiores. Fica quase uma escolinha.
Mas mesmo assim, quando eu fui conversar com a dona da antiga escolinha da Malu, ela disse que achava que uma escola só de educação infantil era melhor, pois tem uma visão diferente e uma abordagem diferente com as crianças. Depois quando me indicaram uma outra escolinha em Porto Alegre a dona veio com a mesma descritiva. E o meu coração de mãe pirando, pois essa última escolinha que fomos os profissionais pareciam muito bons e super empenhados, mas parei com a estrutura da escola.
A escolinha que a Malu estudava em Cachoeira era cheia de verde, lugar pra correr, uma delícia, mas essa escolinha mesmo tendo um prédio super bacana, o problema é que ele era muito estreito e não tinha áreas verdes e isso foi ponto negativo. Porém o marido estava convencido de que lá seria o melhor lugar.
Só que num dia de total dúvida coloquei no meu face que eu não sabia o que fazer e duas respostas foram cruciais para minha decisão. Uma foi de uma amiga que é diretora de escola de educação infantil em Rio Grande e outra de uma amiga que também é esposa de militar e tem um menino mais ou menos 1 ano mais velho que a Malu (vocês já conhecem ela, a Gabi que fez um post super bacana sobre viajar sem filhos aqui pro blog). A primeira disse que eu deveria ver a parte curricular (o que sempre vejo) e que muitas vezes é melhor já colocar a criança na escola regular, pois ela não precisa ficar passando por tantas adaptações e a escola regular sempre tem o ponto positivo que são profissionais formados, sem pessoas ainda em formação. A segunda me disse algo muito importante, somos uma família de militares e a possibilidade de mudança é quase uma certeza e toda vez ter que fazer uma adaptação já é cruel, imagina na mesma cidade eu ter que ficar fazendo adaptações em várias escolas na Malu, pois ela já vai fazer 3 anos e com 4 seria bom já estar na regular, então colocar num ano numa escola e depois trocar novamente tornou-se inviável.
Mas essa decisão estava comigo, eu não estava me sentindo segura nas escolinhas, enquanto o marido já tinha uma decisão. Demorei um pouquinho até que um dia coloquei na balança e duas coisas pesaram, a primeira a adaptação em várias escolas e a certeza de que 2 anos estamos aqui com certeza e depois não sabemos (mesmo com a vontade de ficar para sempre) e a segunda que meu marido foi mais que convencido, nos mudamos para um apartamento que não é grande, na verdade é bem pequeno e colocar a Malu numa escolinha que não teria espaço para ela correr, sem terra, sem verde, eu ia deixar a minha filha enclausurada o tempo todo. Não! Deu, acabou, problema resolvido. Naquelas, mãe nunca tem certeza de nada.
Até porque só teria certeza quando eu ligasse pra escola e eles me confirmassem que ainda tinha vaga. Liguei e tinha!!! Masssss, fomos fazer a nossa matrícula num clube aqui perto de casa e me deparo com uma escola super tradicional e bem conceituada na frente, eu conseguiria, com muita boa vontade, buscar a Malu a pé. Então antes de bater o martelo fomos na escola e a decisão foi tomada, chegamos lá e rolou a história "só fila de espera" e mais ainda, só aceitavam a partir de 3 anos completos em março e a Malu só faz em maio, então corri para a escola que amei desde o primeiro minuto.
O que me fez amar a escola: ser super bem recepcionada, o espaço escolar é muito bom, desde o primeiro momento já falam da alimentação correta, tem período integral caso precisemos, o refeitório para crianças de período integral é excelente. Gente, as crianças um pouquinho maiores servem sua própria comida e tem escrito, coloque apenas o que acha que irá comer, uma concha está bom, caso queira mais, repita. Achei isso o máximo! Ter desde pequenos a noção do não desperdício é perfeito.
Ela também terá aula de inglês desde o nível I, a escola é bilíngue com programas de acampamentos de inserção mais para frente, tem aula de música com professora própria, ela poderá fazer aula de ballet na escola mesmo, a carga horária das aulas também é muito boa.
Todos esses pequenos detalhes, pra mim, fazem uma diferença enorme. Não ter que pensar o ano que vem em qual escola colocar a Malu e nem me preocupar com o nível de educação, não tem coisa melhor.
As aulas dela começam hoje, primeiro a adaptação com horários reduzidos. Mas antes disso tivemos uma conversa, só nós, com a professora dela, o que também é algo muito bacana, pois nessa conversa ela perguntou tudo da Malu. As perguntas foram de todos os estilos, se os pais moravam juntos, se tínhamos passeios em família e como eram, se ela já tinha estudado em outra escola e quais as características da Malu, as suas reações quando contrariada, o seu jeitinho. Eu achei muito legal e acolhedor, pois sempre me diziam que uma escola grande não teria esses pequenos cuidados e eles têm, então meu coração está muito mais calmo.
E gente, é hooooje!!!! 
Depois conto como foi toda a adaptação e como ela reagiu.

Beijos.

Alimentação na escola

Já falei milhares de vezes por aqui que sou adepta a alimentação saudável em casa e em especial quando se trata da alimentação da Maria Luísa, mas tenho travado uma guerra aqui em Cachoeira do Sul com alimentação na escola.
A escola da Malu durante as semanas se mostra muito boa por não aceitar que qualquer coisa seja lanche para os seus alunos, salgadinhos e refrigerantes são proibidos e as crianças no começo da semana devem levar frutas para que se faça suco natural e dar in natura para elas durante os lanches da semana. Mas existe um porém, nas festinhas de aniversário e festinhas da escola pode refrigerante e ele é quase que exclusivo na hora de oferecer para as crianças. As professoras sem informação suficiente dão refrigerantes para as crianças e algumas mal oferecem água, que também tem.
Semana passada sendo a tal semana da criança tiveram passeios, festinhas e tudo foi regado a muito refrigerante, tanto que até comentei num post aqui que estava bem estressada e o meu motivo tinha sido esse. Acho que cada pai e mãe tem o direito de decidir o que quer dar ao seu filho, mas não concordo que no ambiente escolar a alimentação saudável não seja prioridade, mesmo em datas festivas, pois não quero associar esse tipo de "alimento" a coisas boas e prazerosas.
Estamos conhecendo algumas escolas regulares por aqui, pois ainda não tomamos a decisão se a Malu continuará ou não na escolinha o ano que vem. Não pelo motivo do refrigerante ou um pouco por isso, mas com dúvidas do que é melhor para ela nos próximos anos. E me vejo refém do não saudável.
Sabe aquela história que escutamos muito sobre nos sentirmos presos nas nossas próprias casas enquanto os ladrões andam soltos por aí nos aterrorizando?! Pois acho a mesma coisa com as escolhas saudáveis que fiz para a educação alimentar da minha filha. Eu sou uma "megera" por não querer dar o maldito refrigerante, já cheguei a escutar da professora da Maria Luísa um "coitadinha" por ela não poder tomar. É sério isso?!
Já escutei também um "eu vou rir de ti quando mais tarde ela quiser tomar. Quero ver como vai ser". As pessoas não entendem que quero proteger a minha filha agora enquanto ela não consegue tomar uma decisão sensata, mais tarde quando ela tiver noção e puder avaliar, pelo menos um pouco, ela tomará ou não. Mas hoje quero que ela aprenda o certo para depois ela ser livre para escolher tomar uns goles de refrigerante se quiser.
E eu penso assim, eu não deixo para a escola educar a minha filha, a Malu é bem educada (claro que no limite da idade), eu não passo esse "fardo" para elas, então não quero que a deseduquem quando estiver lá. É obrigação da escola continuar isso!!! Eu como professora nunca fiz diferente e não quero que façam justamente com a minha filha.
O que fico chocada com a maioria das escolas daqui é que colocam no seu currículo "alimentação saudável", mas não impõem isso todos os dias. Pois pra mim não adianta que durante toda semana tenha fruta, mas em dia de festinha de aniversário e festas da escola continue a ter refrigerantes e outros itens não tão saudáveis ou até pior (como uma que visitamos) deixar que possa levar de tudo e avisar a professora que a minha filha não pode comer como uma restrição alimentar.
Qual o meu motivo de brigar com o refrigerante: Qual o real benefício que ele tem? Alguém já viu algum estudo que fale que quem bebe refrigerante consegue ser melhor em alguma coisa? Eu não sou a mais fã de chocolate para dar todos os dias para uma criança, mas ele não é apenas uma colaria vazia, ele tem seus benefícios, então não reclamo que tenham brigadeiros nas festinhas e também nenhuma criança fica levando isso diariamente para a escola assim espero. Mas tanto o refrigerante como aqueles salgadinhos fedorentos não tem nada de bom.
Já ouvi gente dizendo que é super prático para os pais comprarem uma garrafinha de refrigerante e um pacote desses salgadinhos no supermercado e colocar na mochila da criança, mas na mesma prateleira do refrigerante, só andar um pouquinho mais e vai encontrar sucos de caixinha integrais. E para os salgadinhos também encontras cookies integrais, bolachas integrais, nada que precise fazer e são opções mais saudáveis.

Imagem retirada da internet

Educação alimentar é uma obrigação da escola, mostrar aos pequenos desde cedo os benefícios de se comer frutas, verduras e legumes. Para os maiorzinhos mostrar o mal que pode causar quando se come de forma errada como colesterol alto, problemas de pressão, obesidade, problemas cardíacos, diabetes e tantas outras doenças. 

Imagem retirada da internet

Eu nem peço a educação dos pais, pois isso eu não tem como se regular, mas peço a educação das professoras. Já que sempre existe aquela história do coitadinha, mas muitas (ainda mais de escolinhas) não tem informação necessária para saber o mal que estão causando a uma criança de 1 ano e meio quando servem vários copos de refrigerante para ela. 
E eu fico pensando, pois escuto que na escola da Malu sou eu e mais umas outras 3 mães que reclamam que tem refrigerantes nas festinhas. Será que esses pais que deixam tomar sabem o quanto essas crianças estão realmente consumindo? Pois na minha ingenuidade, eu imaginava que se eu "liberasse" a Malu pra tomar o refrigerante ela tomaria apenas 1 ou 2 copos durante o lanche, mas isso depois de terem oferecido água e ela ter recusado e não como uma primeira opção. Mas o que vemos é o contrário, o refrigerante ser a primeira opção e a criança tomar aquilo como água. 
Nós precisaremos nos tornar EUA em quesito obesidade para que algo seja feito? Para que as escolas comecem a tomar para si uma obrigação de educar não apenas o ABC, mas também educar a alimentação de seus alunos. Os profissionais da educação devem entender que uma única semana não vai mostrar ao seu aluno o real sentido da alimentação saudável.

Imagem retirada da internet

As piores escolas nesse quesito são as particulares, pois a explicação sempre é que se sentem obrigados pelos pais, mas me desculpem, os pais não retirarão seus filhos de lá porque a escola preza a alimentação saudável e sim por não cuidarem de seu filho corretamente quando estão lá, porque o ensino é ruim. Mas pais mais esclarecidos tirarão seus filhos de uma escola que não zela por essa alimentação, já que podem colocar em risco a saúde dos seus filhos em formato de "alimentos" ruins que levam a obesidade, problemas cardíacos, diabetes e assim por diante. 
Já que é desde muito novo que se aprende a ter hábitos saudáveis, caso essa criança todo dia seja empanturrada de frituras, excesso de açúcar, excesso de sal, ela entenderá que aquilo é bom e que ela pode levar isso para o resto da sua vida. E quando ela conseguir ter exata noção do que foi feito com ela, pode ser tarde, pois ela já poderá apresentar alguma doença ou mesmo que ainda não tenha doença, ela já está tão viciada naquele tipo de comida que não consegue sentir o gosto de alimentos que não apresentam esse excesso de tudo, por já estarem viciadas neles.
Qual a notícia boa?! Alguns estados e cidades já apresentam leis que proíbem esse tipo de alimento dentro das escolas. Algumas ainda não estão sendo levadas como deveriam, mas espero que exista uma forte fiscalização em todas as escolas para que isso aconteça. Encontrei uma lei de 2008 que regula que aqui no RS não pode vender ou CONSUMIR qualquer alimento que contenha algo que seja prejudicial à saúde ou que venha causar dependência física ou psicológica. Porém, para variar, algumas cidades fazem suas próprias leis que vão contra o estado (isso não pode, mas fazem e ninguém fiscaliza) e em Cachoeira do Sul a lei diz apenas em vender esse tipo de alimento nas cantinas e nem proíbe completamente. Então o que me pareceu ao visitar algumas escolas, é que a maioria está fazendo como quer e quando quiser fazer. 
Enquanto isso, os pais ficam reféns de pessoas não esclarecidas e que não veem mal dar esse tipo de alimentos às crianças, já que sempre afirmam que consumiam isso quando mais novos. Mas parece que não se veem no espelho ou não observam a batalha que travam com a balança ou não dão uma olhadinha nos seus exames anuais (que pelo menos deveriam fazer). Ou se não apresentam nenhum desses problemas, não lembram de como era o restante da sua alimentação. Não lembram que os leites eram vendidos em saquinhos e duravam pouquíssimos dias e ainda deveriam ser fervidos, pois não tinham a quantidade de conservantes que hoje tem. Que a carne era comprada no açougue, que não se usava microondas, que na mesa sempre tinha algum tipo de verdura, que normalmente o refrigerante era no final de semana e que durante a semana sempre rolava um suco de limão batido com casca e tudo. Muito diferente do que é oferecido agora aos nossos filhos. 
Escolas, devem sim, ter educação alimentar em seu currículo e não apenas durante uma semana, mas todos os dias do ano. Nós pais conscientes devemos pedir e obrigar esse tipo de conduta onde nossos filhos estão estudando e procurem saber se no estado ou cidade que moras já existem leis que falam sobre alimentação saudável.

Beijos.
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